PIMESMP divide opiniões no Ensino Superior Público do Estado de São Paulo.

Proposta do Governo do Estado ainda não foi aprovada pelas Universidades.

por Daniele Seridório

Momento da votação. Foi decidido por contraste que os alunos da Unesp de Bauru são contra a proposta do pimesp. (Foto Jéssica Mobílio)

Momento da votação. Foi decidido por contraste que os alunos da Unesp de Bauru são contra a proposta do pimesp. (Foto Jéssica Mobílio)

No fim do ano passado, o Governador de São Paulo Geraldo Alkmin lançou o Programa de Inclusão por Mérito no Ensino Superior Público Paulista, o PIMESP. O projeto foi desenvolvido pelo Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulitas (Cruesp) e tem como objetivo cumprir a reserva de 50% das vagas para alunos que cursaram todo o ensino médio em escola pública. Dentro dessa meta, o percentual de negros, pardos e inídios deve corresponder a 35% – valor verificado para a população do estado pelo Censo 2010.

A proposta do PIMESP surge dentro do contexto da Lei das Cotas, já implementada nas Universidade Federais, porém, apesar de partirem de um mesmo princípio, se diferenciam pela estratégia de inserção do aluno cotista.

O PIMESP prevê a criação do Instituto Comunitário de Ensino Superior (ICES), em parceria com a Universidade Virtual do Estado de São Paulo (Univesp), que deverá ministrar um curso semi-presencial com duração de dois anos  – esquema parecido com os college norte-ameriano –  aos alunos cotistas com bom desempenho no ENEM. Teria direito a uma vaga nas escolas de ensino superior do estado de São Paulo o estudante que obtiver desempenho superior a 70%.

 Alunos da Unesp de Bauru se reúnem para a Assembleia Geral na qual foi decidida a posição contrária ao Pimesp. (Foto: Jéssica Mobílio)

Alunos da Unesp de Bauru se reúnem para a Assembleia Geral na qual foi decidida a posição contrária ao Pimesp. (Foto: Jéssica Mobílio)

Jair Manfrinato, presidente do Grupo Administrativo do Campus da Unesp de Bauru (GAC), enumera duas alternativas já utilizadas pela Unesp para auxiliar a entrada de alunos de escolas públicas: o cursinho comunitáio da Unesp e o CTI – Colégio Tecnico Industrial. Manfrinato enfatiza que o college surgiu como uma proposta que já contaria com verba estadual. “Se aparecer uma proposta inovadora e se tiver verba, vamos ver. Se não, tem a alternativa do Governo” esclarece.

Para  Prof. Dr Juarez Xavier, a estratégia do college promove a segração em um política que parte do princípio da inclusão. “O ideal é que eles (alunos cotistas) entrem imediatamente na Univerisdade, e ajudem a comunidade universitára a repensar o ensino, pesquisa e gestão agora incluídos na Universidade” conclui.

O Conselho Universitário já votou a favor da política de cotas, mas ainda não há um posicionamento oficial referente ao PIMESP. Em Assembléia Geral, os estudantes da Unesp de Bauru, votaram contra a proposta, que inclusive, foi uma das pautas de reivindicação da paralisação do último dia 7.

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