Estudo revela o impacto econômico da Unesp no interior paulista

Nos 22 municípios pesquisados, total da movimentação financeira gerada pela universidade foi de R$ 1,9 bilhão

Por Deivide Sartori

Universidade pública, descentralizada e com multicampus. Essas são algumas das características que fazem da Unesp uma universidade peculiar dentro dos modelos de instituições públicas de ensino superior no Brasil. As 24 unidades da universidade espalhadas pelo Estado de São Paulo geram não somente novos profissionais anualmente no mercado, mas também movimentação na economia das cidades nas quais a Unesp está instalada. O cientista social especializado em economia, José Murari Bovo, mantém desde 1996 a pesquisa “A contribuição da Unesp para o dinamismo econômico dos municípios”. Na última atualização, em dezembro de 2013, o levantamento constatou que a Unesp, em 2012, totalizou uma movimentação de R$ 1,9 bilhão nos 22 municípios do interior nos quais há uma unidade instalada. São João da Boa Vista, por se tratar de um campus novo, ficou de fora do estudo.

De 1996 a 2012, o dinheiro movimentado pelas 22 unidades da Unesp estudadas aumentou 84% (Imagem: divulgação)

De 1996 a 2012, o dinheiro movimentado pelas 22 unidades da Unesp estudadas aumentou 84% (Foto: divulgação)

De acordo com a pesquisa, a quantia de R$ 1,3 bilhão representa os gastos da instituição nos 22 municípios estudados. Já os R$ 600 milhões restantes equivalem ao valor desembolsado pelo total de alunos da Unesp das 22 cidades. Os dados ainda destacam: Botucatu (R$ 536 milhões), Araraquara (R$ 205 milhões) e Bauru (R$ 170 milhões) são as três cidades que possuem mais recursos financeiros injetados na economia provenientes da presença da Unesp. Segundo Bovo, outro fator a ser considerado refere-se à movimentação econômica gerada após a graduação dos profissionais na instituição. “As universidades públicas, ao contrário das atividades econômicas de modo geral, exercem simultaneamente um impacto econômico estático e um impacto dinâmico sobre a economia em geral. Este último representado pela contribuição da universidade para aumentar a riqueza produzida (local, regional e nacional) graças a seu poder de formar e aperfeiçoar o capital humano”, explica o pesquisador.

O gasto dos unespianos

Bovo também pesquisou em quais setores da economia os estudantes da Unesp mais injetam dinheiro. Conforme os números apurados pelo autor nas 22 cidades pesquisadas, é o aluguel o maior vilão das finanças dos alunos. Na média, 27,01% do total desembolsado pelos alunos vai para o pagamento do aluguel. Alimentação (20,32%) e Transporte (10,25%) são, na sequência, os outros dois gastos mais representativos.

Em 2012, os recursos financeiros injetados na economia de Bauru devido à presença da Unesp na cidade somaram R$ 170 milhões  (Imagem: Marco Senche)

Em 2012, os recursos financeiros injetados na economia de Bauru devido à presença da
Unesp na cidade somaram R$ 170 milhões (Foto: Marco Senche)

Os dados sobre a média dos gastos refletem a realidade de muitos unespianos. A estudante Ana Luiza Martins, por exemplo, é natural de Barueri e há três anos mora em Bauru, onde cursa jornalismo na Unesp. Por mês, Ana Luiza estima um gasto médio de mil reais na cidade bauruense, sendo que, no mínimo, 250 reais (25%) são para a alimentação. “Mas o que mais pesa mesmo é o aluguel. Mesmo dividindo a conta com outra pessoa, gasto 400 reais com essa despesa”, conta a estudante.

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3 Respostas para “Estudo revela o impacto econômico da Unesp no interior paulista

  1. Quando você pensa que já viu de tudo… aparece uma matéria mal escrita dessa forma. Seria interessante completar a informação que SP fica de fora obviamente por não estar no interior. Além disso, também deveria escrever que São João da Boa Vista não entrou no levantamento, pois é um campus novo e que começou as atividades apenas no último ano.

    Mas realmente, a cereja do bolo é usar alguém da mesma sala como fonte. Será que deu trabalho pra fazer essa apuração?

    Lamentável.

    PS: Editor do blog, justificar o texto mandou um abraço.

    • Prezado leitor, justificamos que a informação sobre o porquê de São João da Boa Vista ter ficado de fora da pesquisa foi complementada. Quanto ao texto não estar justificado, isso se deve à padronização estética adotada por nosso corpo editorial. Essa questão e a do texto será levada para a nossa aula e discutida.
      Ressaltamos que o UniversiTag# é um produto laboratorial e, portanto, a opinião dos leitores é de extrema importância para o desenvolvimento do mesmo.
      Agradecemos pelas sugestões.

    • Se a fonte não está sequer cursando a disciplina para a qual a matéria foi produzida, não vejo razões para criticar o posicionamento do repórter em entrevistá-la. Afinal, mesmo que a fonte seja do mesmo círculo acadêmico do repórter, as informações foram válidas e coerentes com o propósito da pauta.

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