Um “bico” aqui, outro ali…

Universitários ganham dinheiro extra se dedicando a atividades informais

Por Jéssika Elizandra

Alguns estudantes de universidade pública não trabalham, seja por já terem bolsas em iniciação científica ou projeto de extensão, seja por realmente não encontrarem estágio. Então, para terem uma renda extra, vários deles transformam atividades que antes eram um hobby em complemento financeiro.

(Imagem: divulgação)

(Foto: divulgação)

É o caso de Beatriz Macarini Mangialardo, 19, estudante de Design na Unesp-Bauru que vende cupcakes. Quando era mais nova, ela aprendeu a fazer os bolinhos com a mãe e também seguindo receitas encontradas em livros e na internet, mas só começou a vendê-los quando tornou-se universitária. Às terças e sextas-feiras, ela leva para a faculdade, cerca de 20 cupcakes, de vários sabores, divididos entre grandes (R$ 5) e pequenos (R$ 2). “Para definir o valor que cobraria, pesquisei alguns preços e estabeleci o mínimo de lucro que tornaria viável a produção dos bolinhos, considerando o custo médio dos mesmos”, explica.

Já Nayane Milhoci, 23, estudante de Psicologia na mesma universidade, cobra entre R$ 15 e R$ 25 para fazer tranças nos cabelos das interessadas. Ela também aprendeu a atividade com a mãe e, como um favor, trançava os cabelos das amigas que iam às festas. Porém, com o tempo ela percebeu que aquilo poderia ser rentável, começou a se dedicar e até pensa em fazer um curso de cabeleireira. “Para definir o valor de cada trança, levo em conta a complexidade e também quanto tempo em média leva para fazer”, conta. A futura psicóloga também já fez lanches e sucos naturais para vender na universidade e trabalha em bares e em formaturas.

Nayane divulga o seu trabalho através de uma página no Facebook e também de grupos de classificados destinados a universitários (Imagem: reprodução)

Nayane divulga o seu trabalho através de uma página no Facebook e também de grupos de classificados destinados a universitários (Foto: reprodução)

Aos interessados em exercerem esse tipo de atividade, Beatriz aconselha a procurarem algo que seja divertido e pareça fácil: “Pra mim, é prazeroso fazer cupcakes e penso que isso contribui muito com o desenvolvimento do que faço”. “Uma dica é pensar na divulgação daquilo que você quer vender, fazer uma página no Facebook e anunciar nos grupos, sempre atualizando”, completa Nayane.

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