Depressão: o que é e como tratar?

350 milhões de pessoas. Esse é o número aproximado de pessoas deprimidas no mundo. Mas por que esse índice é tão alto?

Por Juliana Garcia

(Foto: marcosangelorj.blogspot)

A depressão não pode ser definida da mesma forma que as doenças predominantemente biológicas, nas quais os sintomas, o diagnóstico e até mesmo os tratamentos são iguais ou semelhantes para todos os indivíduos. Ela é um transtorno psicológico, que advém da história de vida das pessoas, de suas relações com os outros e dos diversos fatores que contribuem para a manutenção ou não de seus comportamentos ao longo do tempo.

De acordo com a psicóloga Adriana Serrano, “de forma bastante geral, caracterizamos a depressão pela perda geral de reforçadores pelo indivíduo. Reforçadores são estímulos produzidos pelos nossos comportamentos que nos trazem sensação de bem-estar, de prazer”, define. Ou seja, é como se a pessoa, aos poucos, fosse deixando de sentir prazer em atividades que antes lhe agradavam.

 

Diagnóstico e tratamento

Os motivos que levam uma pessoa a ficar deprimida são analisados por um psicólogo ou psiquiatra, que observam a história de vida do indivíduo, sua capacidade de se regenerar diante de situações adversas, seu apoio social e familiar, seu dia a dia pessoal e profissional e outros contextos que possam surgir na história de cada um. Com o transtorno diagnosticado, o tratamento é feito através da psicoterapia aliada à medicação psiquiátrica, que ajudarão o depressivo a reconstruir os caminhos que, eventualmente, tenha dificuldade em retomar sozinho.

(Foto: Hypesience)

 

Depressão x tristeza

Ao longo da vida, todos nós vivemos estados depressivos que não podem ser caracterizados como depressão. “Ficar triste é normal e até saudável para que encontremos formas de nos recuperarmos de situações adversas. A vida tem altos e baixos, e as pessoas mais saudáveis emocionalmente são aquelas que conseguem transitar por eles de forma relativamente estável e equilibrada”, conta Adriana. Porém, vale ressaltar que essas pessoas não são felizes o tempo todo, elas apenas conseguem desenvolver formas de superar seus problemas para voltarem à estabilidade. Para o depressivo é mais difícil realizar esse processo, que se não for tratado, pode agravar o caso.

 

Adriana Serrano, psicóloga clínica, abordagem comportamental, atende crianças, adolescentes e adultos. Fones: (14) 3234-8414 / (14) 99793-0107 Email: adri.serrano@yahoo.com.br

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