Localização precisa

O aplicativo USP é uma mão na roda para quem frequenta a gigantesca cidade universitária

Por Juliana Garcia

76.314.505 m². Esse é o tamanho aproximado da área territorial da Universidade de São Paulo (USP).Ou seja, fica bem fácil se perder em um lugar tão grande, não é mesmo? Foi pensando nisso que o estudante de Sistemas de Informação, Douglas Iacovelli, 21, criou o aplicativo USP.

E aí, cadê?

O app é destinado a todo o tipo de frequentador da Universidade, mas a maioria das funções atende melhor aos estudantes. “A ideia é ser de caráter informativo e auxiliar a pessoa a tomar decisões”, conta Douglas. Atualmente, o app USP conta com quatro funções:

  • Exibe um mapa da Universidade com as rotas dos ônibus circulares e os institutos pelos quais eles passam. Além disso, permite a localização em tempo real desses circulares.
  • Mostra os cardápios dos bandejões de forma que o usuário possa decidir o restaurante que deseja ir de acordo com a refeição que mais lhe agrada. As unidades atendidas são: o restaurante Central, da Química e da Física – para o campus do Butantã – e o da EACH para o campus da USP Leste.
  • O usuário tem a possibilidade de consultar seus créditos disponíveis para as refeições nos bandejões.
  • Permite a visualização das festas universitárias relacionadas à USP.
Na tela do aplicativo é possível localizar o itinerário dos circulares da USP em tempo real

Na tela do aplicativo é possível localizar o itinerário dos circulares da USP em tempo real

  • A ideiaNo final de 2013, o campus da USP Leste foi interditado e parte das aulas foram ministradas no campus Butantã. “Apesar de já ter frequentado o local, muita coisa havia mudado e os circulares faziam caminhos diferentes, portanto, eu notava uma dificuldade em saber qual seria o ônibus com o trajeto mais curto para chegar ao instituto que eu precisava”. A partir daí, surgiu a ideia de criar um mapa que mostrasse além dos itinerários dos circulares, visto que não existia nenhum aplicativo semelhante disponível, diz Douglas.Falta de apoio

    O estudante conta que a faculdade e os docentes não deram suporte à iniciativa. “Confesso que não fui atrás de todos os professores possíveis, mas de modo geral, eles não contribuíram com o desenvolvimento e muito menos com a divulgação do projeto, infelizmente”. Ele afirma ainda que não sabe o motivo dessa falta de interesse, pois a criação do app foi feita por alguém da universidade, para a universidade e, além disso, de graça.

    O mercado de trabalho

    A criação de aplicativos durante a graduação pode ser um diferencial para quem vai ingressar no mercado de trabalho. “É uma forma muito interessante de começar, pois além de adquirir o conhecimento, a pessoa terá experiência em lidar com os usuários, contornar problemas e adquirirá uma visão de negócios sobre sua criação.”

    O universitário acredita que é importante desenvolver algum app para qualquer plataforma, mesmo que seja algo simples ou que resolva um problema local. As empresas gostam desse perfil de profissional, que mesmo sem retorno financeiro, fizeram um trabalho por vontade própria. Mas, Douglas alerta: “caso uma empresa venha a se interessar pelo seu aplicativo, converse muito bem, não seja inocente, discuta todos os pontos sobre autoria de código e tenha tudo por escrito, já os interesses podem não ser os mesmos e o que vale é o que foi assinado”.

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