Negociação salarial entre CRUESP e Fórum das Seis termina sem acordo

Conselho rejeitou propostas apresentadas pelo representante sindical e manteve reajuste de 7,21%

Ana Luiza Martins

A negociação entre o Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (CRUESP) e o Fórum das Seis para o reajuste salarial referente ao ano de 2015 terminou sem acordo. O CRUESP rejeitou três propostas apresentadas pelo Fórum, que representa os sindicatos da USP, UNESP e UNICAMP, e manteve a proposta inicial de reajuste de 7,21%, pagos em duas parcelas (4% em maio e 3,09% em outubro).

De acordo com nota emitida pelo CRUESP, o valor de 7,21% se baseia no índice de inflação, calculado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE). O reitor da USP e presidente do Conselho, Marco Antonio Zago, rejeitou a proposta inicial de reajuste de 8,36%, valor discutido e deliberado em assembleias de algumas categorias das três universidades. Após a negativa, o Fórum das Seis se propôs a aceitar o reajuste, desde que ele fosse pago integralmente em maio e não em duas parcelas. O CRUESP negou a proposta novamente. Ainda em uma terceira tentativa, a entidade representante dos sindicatos apresentou proposta de pagamento de 5,36% em maio e 1,76% em junho, que foi novamente negada pelo Conselho.

Sem acordo firmado, as universidades aceitaram o reajuste proposto unilateralmente e agora esperam setembro para discutir um possível pagamento de abono retroativo, que seria concedido no intervalo entre a primeira e a segunda parcela do reajuste de 7,21%. Contudo, segundo o comunicado do CRUESP, essa possibilidade dependeria do “comportamento da arrecadação do ICMS e da situação orçamentário-financeira das universidades”.

Para o presidente da Adunesp, Prof. João da Costa Chaves Jr., o CRUESP não tem permitido o avanço das negociações com os sindicatos. “Geralmente, os reitores colocam as suas propostas na mesa de negociação e pouco ou nada avançam. Claro que a disposição do CRUESP pode mudar diante da pressão da comunidade, e isto ocorre quando estamos em greve, por exemplo. Foi o que aconteceu em 2014 quando conseguimos um reajuste que recompôs nossos salários com a inflação FIPE. A proposta inicial do CRUESP era de reajuste zero. Cederam devido à pressão do movimento grevista”. O representante da seção sindical ainda diz que a expectativa para a reunião em setembro é estabelecer mecanismos que compensem as perdas decorrentes da forma como foi concedido o reajuste este ano. “No entanto, como sempre, nossas possibilidades de sucesso nas negociações são diretamente proporcionais ao grau de mobilização da categoria no momento em que ela ocorre”, finaliza.

 

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