Anonymous: uma legião sem rosto

Por José Guilherme Magalhães

A internet é, por excelência, um ambiente de troca rápida de informações. Por sua versatilidade, ela foi responsável por mudanças drásticas na sociedade desde que foi popularizada. E com a ascensão das redes sociais, o acesso a todo tipo de conteúdo foi facilitado. Porém, a privacidade da rede parece ficar cada dia mais intangível. Diversas denúncias apareceram nos últimos anos sobre espionagem de civís e líderes de Estado, o que colocou em cheque a soberania e a anunciada neutralidade de rede. E por trás desses vazamentos, um grupo se destaca nas manchetes internacionais: afinal, quem são os Anonymous?

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A máscara de Guy Fawkes é comumente usada por grupos que se autodenominam os Anonymous. / Foto: Lorraine Murphy

A máscara de Guy Fawkes é comumente usada por grupos que se autodenominam os Anonymous. / Foto: Lorraine Murphy

O grupo ficou conhecido mundialmente por organizar ataques virtuais a instituições as quais eles consideram corrompidas. Por exemplo, os vazamentos do Wikileaks sobre a espionagem de líderes mundiais pela NSA (Agência de segurança norte americana) teve participação direta dessa organização. Contudo, não se trata de um grupo conciso e organizado, como sugere a mídia tradicional.

No site brasileiro, eles afirmam que “Nós não somos uma organizacão e não temos líderes. Oficialmente nós não existimos e não queremos existir oficialmente. Nós não seguimos partidos políticos, orientacões religiosas, interesses econômicos e nem ideologias de quaisquer espécies. Mais uma vez: Anonymous não tem líderes. Se alguém lhe disser que representa ou lidera Anonymous, este alguém não conhece a idéia Anonymous, porque nós não podemos ser representados ou liderados, porque isto é o que somos: uma idéia”.

Por outro lado, existem grupos organizados de hackers que compartilham dos ideais apresentados pelo grupo, participando eventualmente das ações realizadas. Formados por jovens com alto grau de conhecimento em tecnologia e informática, esses grupos não seguem diretrizes centrais e quase sempre agem de forma independente entre si.

O estudante Carlos*, “membro” do Anonymous, fala sobre ataques voltados a instituições financeiras brasileiras. Ele explica: “grande parte dos envolvidos nem fazem parte de grupos. São pessoas que agem sozinhas e eventualmente colaboram com ações coletivas. No meu caso, ajudo um grupo de amigos desde 2012 a vazar informações sigilosas para o grande público. Fazemos isso por acreditar que a informação é direito do povo e não pode servir à interesses privados”.

*nome fictício

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Uma resposta para “Anonymous: uma legião sem rosto

  1. Republicou isso em S U P R I M A T E Ce comentado:
    Diversas denúncias apareceram nos últimos anos sobre espionagem de civís e líderes de Estado, o que colocou em cheque a soberania e a anunciada neutralidade de rede. E por trás desses vazamentos, um grupo se destaca nas manchetes internacionais: afinal, quem são os Anonymous?

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