Benefícios e desafios da exploração do Universo

Exploração espacial é a porta para os seres humanos ultrapassarem mais uma etapa de sua evolução

Por Isabel Silva

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O foguete Soyuz TMA-19M é lançado com Expedition 46 Soyuz no Cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão (Foto: NASA)

A Exploração Espacial criou novos mercados e tecnologias que estimulam a economia e beneficiam a vida na Terra. “Seus benefícios são muitos, e estão todos baseados no uso pacífico das novas tecnologias que surgem com o avanço desta área, incluindo o desenvolvimento do GPS e todos os seus produtos e benefícios derivados, monitoramento de queimadas por satélites, meteorologia, avanços científicos nas áreas da astronomia, cosmologia, ciências planetárias, monitoramento de asteroides e, mais recentemente, astrobiologia, que nos dá a perspectiva de detecção de vida em outros planetas”, afirma Ivan Lima, pesquisador da Universities Space Research Association.

Diversos aparelhos presentes em nosso cotidiano são resultados de pesquisas da NASA, como lentes de contato e purificadores de água. De acordo com a Nasa Scientific and Technical Information, a NASA tem mais de seis mil patentes registradas junto do governo dos EUA.

“A Terra é o berço da humanidade, mas ninguém vive no berço para sempre.” (Konstantin Tsiolkovsky)

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O foguete Soyuz TMA-19M é lançado com Expedition 46 Soyuz no Cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão (Foto: NASA)

O dia que a ficção se tornará realidade está tão próximo quanto Steven Spielberg poderia imaginar. A Mars One, missão de colonização de Marte deve acontecer na década de 2030. Diante disso, qual será o futuro da Terra?

Conforme conta Eugênio Reis, coordenador de Educação em Ciências no Museu de Astronomia e Ciências Afins, “se conseguirmos vencer o desafio de sobrevivermos a nós mesmos, no futuro teremos pessoas vivendo na Terra, em estações espaciais e em colônias na Lua, em Marte, ou até nas luas de Júpiter. Este momento marcará o início de uma nova espécie de humanos, que evoluirá para se adaptar aos seus novos ambientes extraterrestres”.

Lima acrescenta que a humanidade terá mais condições de cuidar do seu berço quando for capaz de expandir sua presença para outros planetas. “A Terra sempre será o nosso lugar de origem e sempre será o planeta que reúne as melhores condições de vida para os seres humanos”, conclui.

Chegando em Marte

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Sequência do pôr-do-sol na Cratera Gale, em Marte (Foto: NASA)

A distância mínima entre a Terra e Marte pode chegar a 56 milhões de quilômetros. “Os astronautas da Estação Espacial Internacional podem ficar no espaço por tempos até mais longos do que o necessário para a viagem até Marte, mas eles são reabastecidos regularmente e podem voltar à Terra se precisarem”, explica Reis.

Durante o período, que pode chegar a dois anos e meio, esses astronautas enfrentarão desafios físicos e psicológicos, como a diminuição do nível de gravidade, que causam alterações na pressão sanguínea e perda muscular. “Muita tecnologia vem sendo desenvolvida nos últimos anos, como novos sistemas de propulsão para reduzir o tempo da viagem, novos tipos de revestimentos para aumentar a proteção contra a radiação e pesquisas com micro-organismos para otimizar os diversos processos biológicos que darão suporte aos tripulantes durante toda a missão”, explica Lima.

Conforme Reis, para os colonos, os desafios serão as condições de sobrevivência no planeta. Essas dependerão de planejamento para que se desenvolvam, como reciclagem da água e do ar, fontes de energia, fabricação de alimentos e produção de oxigênio.

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