Empreendedorismo bauruense em tempos de crise

Como a criação de um novo negócio tem movido a população durante um ano de recessão econômica – e sob a previsão de continuidade

Por Ana Beatriz Ferreira

Durante o ano de 2015, a crise econômica se estabeleceu no Brasil e os altos índices de desemprego levaram cidadãos a iniciarem seus próprios negócios, tanto para garantirem uma renda adicional quanto para substituírem cargos anteriores. A expectativa em 2016, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) é que a taxa de desemprego seja superior a 10%.

Para facilitar a vida de quem busca uma oportunidade e desburocratizar a abertura de empresas na categoria dos microempreendedores individuais, os MEIs, existe a Lei federal da Sala do Empreendedor, a qual Bauru cumpre desde 2009.

Empreendedorismo - Ana Beatriz - Pixabay

A instabilidade econômica fez com que muitos brasileiros levassem a sério o sonho da abertura dos próprios negócios (Foto: Pixabay.com)

Em busca de ajuda

Com a implantação, quem procura pelo auxílio do órgão pode levar seis dias úteis para começar o negócio. Antes, o processo costumava durar até quatro meses. Segundo a diretora de Fomento ao Empreendedorismo e Assuntos de Trabalho da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Renda Tatiana Rodrigues, “como resultado, o número de empresas formalizadas e licenciadas no município triplicou nos últimos quatro anos”.

O empreendedorismo surge como alternativa para uma variedade de setores. De acordo com Laís Mersola, profissional do Escritório Regional do Sebrae, aqueles que mais buscaram o apoio da instituição no município para iniciarem suas microempresas em 2015 foram “comércio de vestuário, alimentação, serviços de beleza e estética, comércio de acessórios, autopeças, material de construção, oficina mecânica, comércio de calçados, minimercados, indústria de confecção, agronegócios, farmácias e drogarias”, finaliza Mersola.

Iniciativa

Inspirada pela ideia de ter algo seu e motivada pela alergia da filha à caseína, Marina Louzada resolveu se aprofundar e investir em alimentação vegana e sem glúten. Desde 2015, ela tem o Doce Marina, que vende pães, tortas, doces e bolos especiais. “Ter um negócio próprio é muito puxado. Eu preciso pensar em tudo: quais as minhas metas, os produtos, onde vou vender, qual será o meu público, a imagem que quero passar ao meu cliente, testar receitas mil vezes, criar pratos, pesquisar, estudar, cotar ingredientes, escolher e comprar os itens e fazer!”.

Empreendedorismo - Ana Beatriz - Doce Marina

Marina apostou na culinária vegana para criar delícias e conquistar clientes com restrições alimentares (Foto: Doce Marina, acervo pessoal)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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