Instituto de Biotecnologia da UNESP de Botucatu é integrado à rede paulista de estudos Zika vírus

Conheça os sintomas da doença e saiba mais sobre esta iniciativa

Por Laís Esteves

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Aedes Aegypti, transmissor do zika vírus (Foto: Portal Brasil)

De acordo com o Ministério da Saúde, a febre causada pelo Zika vírus é transmitida principalmente por mosquitos, como por exemplo, o Aedes Aegypti. Os sintomas são manchas vermelhas da pele, coceira, vermelhidão nos olhos, febre intermitente, dor nas articulações, dor muscular e dor de cabeça. Essas manifestações costumam desaparecer de forma espontânea após um período entre 3 a 7 dias.

O Instituto de Biotecnologia da UNESP de Botucatu, por meio do laboratório Vectomics, coordenado pelo Professor Dr. Jayme Souza Neto, foi integrado à rede paulista de estudo do vírus. De acordo com o professor, inicialmente o laboratório vai trabalhar em com a Faculdade de Medicina de Botucatu para identificar regiões com potencial para transmissão do vírus, fazer um levantamento entomológico e identificar a presença do vírus nos mosquitos coletados, além de auxiliar os órgãos municipais de vigilância no combate à arbovirose.

Segundo o professor, o grupo também vai monitorar o espalhamento do vírus, realizar estudos de infecção em tecido nervoso de modelos de laboratório, desenvolver diagnósticos e estudar vetores e controle biológico. A pesquisa pode ajudar a entender de uma maneira mais aprofundada os riscos e danos da infecção causada pelo vírus e estabelecer um diagnóstico específico. “Estes estudos podem revelar importantes fatores genéticos que regulam a capacidade vetorial do mosquito, que é a habilidade do inseto se infectar e transmitir um dado patógeno.

No caso do Aedes aegypti, através dos estudos genéticos pode-se identificar genes cuja função é impedir a replicação dos vírus dengue, Zika e chikungunya no mosquito. A partir dessa informação é possível manipular geneticamente o vetor e torná-lo resistente aos vírus. Estas linhagens resistentes poderiam então ser liberadas na natureza para ajudar a combater tais arboviroses”.

Além das pesquisas relacionadas ao Zika o laboratório Vectomics realiza estudos para auxiliar no combate a dengue e a malária. “Estudamos a interação do sistema imune do vetor com os micróbios que colonizam seu intestino, e como isso influência a capacidade vetorial dos mosquitos. Nosso objetivo é encontrar meios de tornar os mosquitos resistentes aos patógenos que eles transmitem”, explica o professor.

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