Material escolar: encare sem medo

Entenda o ajuste dos preços em 2016 e veja como economizar na hora da compra

Por Gabriele Rodrigues Alves

Os meses de janeiro e fevereiro protagonizam um período do ano em que as despesas com o material escolar precisam fazer parte do orçamento previsto pela família. Uma preocupação de quem não quer entrar no aperto logo no início do ano.

Lyvia Correa de Souza trabalha como funcionária pública e já pesquisa os preços para a volta às aulas de sua filha. “O colégio deixa a lista de material em algumas papelarias da cidade para facilitar a compra. Já liguei para comparar os preços e me passaram um valor mais barato e outro bem mais caro. Pretendo comprar onde há mais opções de loja. Os preços tendem a baixar com a concorrência”, comenta.

Material escolar - Gabriele - Pixabay

Lápis, borrachas e canetas são em sua maioria produzidos no Brasil. Mas bolsas, estojos e lancheiras, geralmente são importados a preços altos (Foto: Pixabay.com) 

Aumento

De acordo com Associação Brasileira de Fabricantes e Importadores de Artigos Escolares e de Escritório (ABFIAE) já era esperado encontrar materiais com o preço mais alto em relação ao ano de 2015. Os produtos nacionais devem ter até 12% de ajuste, enquanto os importados podem chegar a 35%.

O economista Luís Gustavo Baricelo, mestre em economia pela USP, aponta a taxa de câmbio e os altos impostos sobre os produtos como os principais responsáveis pelo aumento. Por isso, até aqueles fabricados no Brasil tiveram seus preços elevados por conta da alta do dólar – em 2015 esta moeda aumentou 49%. “O papel, por exemplo, é cotado em dólar. Mas não podemos esquecer da margem de lucro do varejista. Em alguns casos, eles podem aumentar ainda mais os preços por causa da procura nesse começo de ano”, pontua o economista.

A saída

O especialista e consultor em finanças Pedro Braggio afirma que, diante dos números apresentados, é preciso ter planejamento financeiro e pesquisar bastante para driblar o aumento do material escolar. “Minha dica é ter como base o levantamento do Procon (Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor) realizado todos os anos. Os dados apresentam ao menos dez estabelecimentos e compara o valor de 200 itens”, orienta.

Material escolar - Gabriele - Infográfico

Pedro Braggio reuniu algumas dicas para ir às compras sem receio (Infográfico: Gabriele Alves)

Na hora de pagar, é recomendado dar preferência para o pagamento à vista e pedir um abatimento no valor. Se não for possível, os pais precisam analisar quanto podem assumir por mês e parcelar de acordo com a condição financeira, acrescenta Braggio.

 

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