Luta Para a Vida

O racismo é uma batalha a ser vencida

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Cena do clipe “Boa Esperança”. Foto: reprodução

Por Thais Daniel

Leandro Roque de Oliveira, ou Emicida, como é mais conhecido, nasceu na década de 1980 na cidade de São Paulo e carrega o rap no sangue. Seus pais eram organizadores de bailes black pela periferia da cidade e desde pequeno compõe músicas. Ele ficou famoso por suas rimas de improviso, o que o fez se tornar respeitado no meio musical. Venceu 11 vezes a Batalha de MC da Santa Cruz e 12 vezes a Rinha dos MC.

Emicida começou a gravar suas primeiras músicas em 2005 e em 2008 gravou seu primeiro single: “Triunfo”. Apenas no primeiro mês foram vendidas 700 cópias exclusivamente no “boca a boca”. A música lhe rendeu indicações ao Video Music Brasil 2009, organizado pelo MTV. E, desde então, o rapper é considerado uma das maiores revelações do hip-hop brasileiro da primeira década dos anos 2000.

Nato da favela, filho de pais negros e pobres, sempre defendeu as classes oprimidas a unhas e dentes, doa a quem doer. Com o novo disco, “Sobre Crianças, Quadris, Pesadelos e Lições de Casa…”, lançado em agosto do ano passado, reacende a discussão do racismo de maneira extrema em algumas faixas como em “Boa Esperança”.

“Pra sua guerra vão nem se lixar / Esse é o xis da questão / Já viu eles chorar pela cor do orixá? / E os camburão o que são? / Negreiros a retraficar / Favela ainda é senzala jão”

O rapper já chegou a dizer, em entrevista para a Folha de S.P., que “O racismo é a luta para a vida”. E se engana quem acha que o cantor para a luta em suas letras. Em diversos episódios Emicida se mostra uma pessoa coerente com o que fala, reivindica os direitos da minoria e mostra que combater o racismo é um compromisso a ser cumprido, não importa o local ou a ocasião. Seja em letras, entrevistas, shows, discursos ou em programas de televisão.

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Capa do álbum “Sobre Crianças, Quadris, Pesadelos e Lições de Casa…”. Foto: divulgação

“O táxi não para pra você, mas a viatura para, esse é o problema urgente do Brasil”, no programa Altas Horas, exibido em novembro de 2015.

Em show na Virada Cultural da cidade de São Paulo no ano passado, ele discursou polêmicas como racismo, estupro e a favor da greve dos professores.

“Você tem aquele estereótipo do tipo que o preto tem que ser sempre aquele que ta curvadinho aqui, com a vassourinha, de cabeça abaixada, pedindo licença e desculpa pra tudo”, em entrevista para a Revista VIP.

“Justiça pra nós não existe”, em entrevista para o canal no YouTube da Ponte Jornalismo.

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