Enfrentando o preconceito

Taxados como violentos, praticantes do jiu-jitsu lutam para mudar a imagem do esporte

Por Rafael de Paula

Arte suave. Quando ouvimos essa frase, é difícil associá-la com algo como o jiu-jitsu. Tido pela maioria das pessoas como um esporte violento, muito por causa dos chamados pitboys, os praticantes da arte marcial garantem que, apesar de duro, a luta alicerça-se no respeito e na não violência.

Originário na época feudal japonesa, foi no Brasil, pelas mãos da família Gracie, que o jiu-jitsu, sofreu uma revolução. Com um estilo mais agressivo, com técnicas que primavam pela luta em solo e no uso da força do adversário contra ele mesmo, os Gracies, fundaram uma escola que se popularizou pelo mundo, tornando o Brazillian Jiu-jitsu uma lenda entre os praticantes de artes marciais, e matéria obrigatória de qualquer praticante de MMA.

O Jiu-jitsu também luta contra a imagem reuim e o preconceito (Foto: Stephen Morris/ iStockphoto

O Jiu-jitsu também luta contra a imagem reuim e o preconceito (Foto: Stephen Morris/ iStockphoto)

Preconceito

Mesmo sendo o esporte individual que mais cresce no mundo, os praticantes da arte ainda enfrentam muitos preconceitos. Para o Sensei Celso Correa, faixa preta, a ideia de violência associada ao esporte, afasta novos praticantes.

“Às vezes eu faço demonstrações em escolas e projetos sociais para crianças. Eu vejo nos olhos delas que elas querem fazer parte do jiu-jitsu, elas querem participar, mas quando pedem pros pais, eles ficam assustados e proíbem. Isso prejudica muito o esporte no Brasil”.

Ainda para Celso, educador físico de formação, a prática esportiva deve ser direcionada para todas as idades. Ele enumera ainda os benefícios da arte para os mais jovens.

“Principalmente naquelas crianças mais hiperativas, mais agitadas, o jiu é muito benéfico. Toda a energia que eles tem sobrando é concentrada no tatame. Além disso, elas aprendem noções de controle e de respeito. E melhora muito a autoestima”.

O que parece é que, entre todos os adversários que os lutadores têm que enfrentar, o do tatame é o mais simples. Preconceitos e estereótipos acabam ferindo mais que qualquer mata-leão ou armlock. Mesmo assim, poucos duvidam da capacidade desses atletas em vencer qualquer barreira.

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Uma resposta para “Enfrentando o preconceito

  1. Vou perguntar respeitosamente, quem sempre treina não fica com vontade de
    por em prática e acaba agredindo por motivo banal? Não fica menos tolerante e com vontade
    de resolver tudo na briga? O cara passa anos e anos treinando para isso. Vemos tantos jovens
    do jiu jitsu marrentos .
    Vemos muitas notícias de lutadores de jiu jitsu agredindo leigos por motivos banais como um esbarrão, discussão no trânsito etc
    Eu confesso que não tenho boa impressão de vocês e evito ter amigos que lutam.
    Me perdoe a franqueza, mas acho arte marcial acaba aumentando a agressividade , meus filhos queriam praticar mas os conduzi para o surf e tênis onde encontraram grandes amigos e gente que não briga.
    Cordialmente,

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