Kung Fu conquista bauruenses

Com várias academias na cidade, o esporte vem ganhando cada vez mais adeptos locais

Por Leonardo Del Sant

O Kung Fu é uma arte marcial chinesa que surgiu a partir da observação dos movimentos de alguns animais. Por ser um esporte muito antigo, seu surgimento é rodeado por lendas e adaptações conforme o tempo.

Atualmente, existem adeptos de todo o mundo e o Brasil não fica de fora. Em Bauru, alguns projetos da mais antiga arte marcial vem se destacando a nível mundial. A Associação Garra de Tigre de Kung Fu é um desses projetos. Sem fins lucrativos, a associação se mantém através do esforço de professores e alunos, além de uma parceria com a secretaria de esportes e lazer da cidade

“Os professores são remunerados e a prefeitura cede o prédio. O restante da estrutura, como tatame e equipamentos, são todos comprados com verba da associação, que vem de contribuições voluntárias, exames de graduação e outras atividades do projeto” conta Richard Leutz, fundador e mestre da associação.

A Garra de Tigre tem medalhas no pan americano da modalidade e também no mundial deste ano, na Indonésia. Marcel Bighetti, professor e atleta do esporte explica algumas diferenças do Kung Fu para o Judô: “A nossa pontuação não termina com Ippon, lutamos em um tablado suspenso, podendo arremessar o adversário pra fora dele e também tem alguns golpes mais duros como cotovelo no rosto, mão na cara, dar um double legging, single legging”.

Campeão sulamericano, Marcel Bighetti é praticante e professor de Kung Fu em Bauru (Foto: Acervo pessoal)

Campeão sulamericano, Marcel Bighetti é praticante e professor de Kung Fu em Bauru (Foto: Acervo pessoal)

A arte marcial

Essas diferenciações acontecem já que o Judô se adaptou para ser uma modalidade olímpica, enquanto o Kung Fu preferiu manter suas raízes. Por conta disso ele é ainda mais dinâmico e incisivo em seus golpes. Até pelo fato de ser a arte marcial mais antiga do mundo, a modalidade é considerada fundamental para o surgimento de outros esportes do mesmo segmento.

O esporte também caiu no gosto das crianças. Hoje ele é visto como uma prática que ajuda na disciplina, na coordenação motora e também no respeito dos pequenos: “Você vê nos treinos, a molecada vem, curte fazer. Sensacional ver o sorriso na cara da molecada” afirma Marcel.

Alunos da Garra de Tigre atentos as palavras de Richard Leutz, fundador da associação (Foto: Leonardo Del Sant)

Alunos da Garra de Tigre atentos as palavras de Richard Leutz, fundador da associação (Foto: Leonardo Del Sant)

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