Negócio da China

O país do futebol indo para o outro lado do mundo

Por Giovane Rocha

Na imagem Ricardo Goulart, ex-Cruzeiro e seleção brasileira, um dos seduzidos pelas ofertas chinesas (Foto: Getty images)

Na imagem Ricardo Goulart, ex-Cruzeiro e seleção brasileira, um dos seduzidos pelas ofertas chinesas (Foto: Getty images)

Em resumo, os últimos anos têm sido assim para o país famoso pelo seu futebol – o clube é campeão nacional e logo em seguida seus principais jogadores vão para a China.

Essa, para o desespero dos times de futebol brasileiros, é a realidade do esporte responsável por revelar grandes nomes como Ronaldinho Gaúcho, Ronaldo Fenômeno e, o mais recente, Neymar para as grandes potências do futebol europeu.

Muito se fala em como os jogadores são mercenários por aceitar ir para o outro lado do mundo jogar em competições de futebol com um nível muito inferior aos vistos em países como a Espanha, Alemanha, Inglaterra, Brasil e até na Argentina. Mas, espera. Já viu o montante em dinheiro que lhes é oferecido para isso? São salários astronômicos de até dois milhões de reais por mês, às vezes mais.

A carreira do jogador de futebol é curta. Em um período de pouco mais de 10 anos ele tem de fazer seu “pé de meia” para o resto da vida, sem aposentadoria. Não que os 100, 200, 300 mil reais por mês oferecidos pelos clubes brasileiros não deem conta disso, mas é compreensível a decisão de cruzar o mundo para jogar bola e ficar milionário.

Porém, isso não quer dizer que a China é totalmente inocente. Com sua economia em alta e o real desvalorizado, podendo pagar os salários e multas milionárias para tirar os jogadores brasileiros de seus clubes, os chineses vêm sem dó do planejamento dos times, usando como tática:

Primeiro seduzir o atleta com a proposta surreal em caminhões de dinheiro e, depois de já ter o “sim” dele, ir falar com a diretoria do clube. Esta, já sem ter muitas saídas, libera o jogador e compromete todo o planejamento para a temporada seguinte. Um jogador tudo bem, dois já complica, de três pra cima é lutar pelo campeonato estadual e olhe lá.

Outra questão importante é a Seleção Brasileira. Quando os clubes chineses levam os melhores jogadores do Brasil, pelo menos no ano no qual foram campeões, de seus respectivos clubes, levam também a seleção do Brasil por água abaixo, pois vão atuar em níveis inferiores aos que estão acostumados e, consequentemente, perderão tática, técnica, ritmo e, por fim, não servem mais para defender o Brasil em uma Copa do Mundo.

 

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