Estados Unidos: as expectativas do ano eleitoral

Os principais pontos deste ano de mudanças

Por Maria Victoria Pera Mazza

2016 é um ano de mudança para os Estados Unidos. Após dois mandatos, seu atual presidente, Barack Obama dirá adeus ao poder do país. E, apesar das mudanças, o ano promete ser agitado – e até mesmo cheio de polêmicas.

As eleições

Nos Estados Unidos, a escolha dos seus governantes é feita de forma muito diferente do Brasil, por exemplo. Lá o voto não é obrigatório, acontece em um dia de semana comum e isso muitas vezes não é um atrativo, já que as pessoas têm compromissos. Então, uma forma de “convidar” a população de cada estado a votar é inserindo pesquisas relacionadas àquele lugar – pesquisas para melhorias, opiniões, entre outros.

Além disso, a votação não funciona com urnas eletrônicas como se está acostumado em nosso país. “A eleição é muito fragmentada, pois não há uma regulamentação federal que dite o formato dela, então cada estado tem as suas regras: o horário de funcionamento, se pode votar pelo correio, se o voto é em papel ou em máquina”, explica a professora de Relações Internacionais da Universidade Cândido Mendes e da Universidade de Oklahoma (EUA), Erica Resende.

Troca de poderes

Um ano eleitoral não significa, necessariamente, uma troca completa dos poderes. Apesar da escolha de um novo presidente, a renovação do Congresso é apenas de um terço. Neste caso, se o candidato democrata vencer, ele encontrará um ambiente hostil, visto que ele é de maioria republicana. Mas, se o candidato republicano vir a vencer, ele conseguirá se alinhar aos outros representantes.

“As políticas de Barack Obama durante seu governo o distancia um pouco de terminar o mandato como um pato manco (presidente que perde a força no último ano)”, explica André Eiras, professor de Relações Internacionais do IESB. Isso porque discussões políticas de seu mandato (plano de saúde, mudanças climáticas, controle do comércio de armas, política migratória, acordos comerciais, dentre outras) devem continuar pautando o próximo governo.

Donald Trump

Entre os candidatos, o republicano Donald Trump é um dos aspirantes à presidência. E o empresário já conseguiu chamar a atenção, principalmente através da internet, com comentários muito polêmicos. “Ele usa e abusa dessa retórica nacionalista, xenófoba, machista, sexista, racista… E sabe que tem uma fala exagerada, que isso eletriza, excita o eleitorado conservador radical. Os mobilizam a sair de casa votar, fazer o boca a boca, então ele sabe instrumentalizar e está fazendo isso na campanha”, conta Erica.

Claro que ainda é necessário a nomeação de cada candidato por partido e nada está certo em relação a Donald Trump. Por isso, Erica ainda explica que, caso isso aconteça, ele também receberá uma oposição e uma rejeição muito forte do outro lado. A eleição presidencial de 2016 nos Estados Unidos acontecerá no dia oito de novembro.

 

Eleições 2016 Maria Victoria

Campanha eleitoral movimenta o ano nos Estados Unidos (Foto: Reprodução/ AFP)

 

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