HeForShe: engajamento coletivo na luta pela igualdade

Projeto universitário baseado na iniciativa da ONU inspira homens e mulheres a juntarem esforços na luta pela igualdade de gêneros

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Emma Watson é um dos principais nomes da ONU na luta pela igualdade de gêneros (Foto: popsugar.com)

Por Lucas Alonso

Em setembro de 2014, a Organização das Nações Unidas lançou uma campanha mundial que promove a igualdade entre os gêneros: HeForShe, ou “Ele por Ela”, na tradução do inglês. Marcada pelo discurso da atriz britânica Emma Watson, famosa por ter atuado na franquia de filmes Harry Potter, a campanha rapidamente se espalhou pelo mundo.

“Hoje estamos lançando uma campanha chamada He For She. Eu estou voltada para vocês, porque nós precisamos de sua ajuda. Queremos colocar um fim às diferenças de gênero, e para isso, precisamos do envolvimento de todos. Esta é a primeira campanha do tipo na ONU, queremos encorajar muito mais homens e rapazes o quanto for possível para serem apoiadores da mudança.”, disse Emma em um dos trechos do discurso.

Mais de dois anos depois do lançamento da campanha, a Universidade de São Paulo criou o projeto USP Mulheres, no intuito de desenvolver os mesmos ideais de igualdade dentro do ambiente universitário. O projeto propôs aos alunos da Escola de Comunicação e Artes da USP a criação de pequenas agências publicitárias para a confecção de cartazes demonstrando a visão da campanha.

Angélica Souza é aluna do curso de Publicidade e Propaganda e acredita no potencial do projeto. “É importante que, mesmo em pequena escala a princípio, a gente possa fazer com que os homens também compreendam a necessidade dessa luta das mulheres”, explica Angélica.

Lilia Blima Schraibe é professora do curso de medicina da USP e também coordenadora do USP Mulheres. Segundo ela, a produção dos cartazes promovendo a igualdade é só primeiro passo de uma longa jornada. “A ideia é que a igualdade suscite políticas a longo prazo, dentro e fora do ambiente acadêmico. A sociedade atual não pode mais ter espaço para casos tão grotescos de desvalorização da mulher”, argumenta Lilia.

Os cartazes e as agências vencedoras do projeto serão divulgados no início do próximo ano letivo na USP. Vale lembrar que a USP foi a única universidade brasileira a integrar a iniciativa da ONU.

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