O adeus de Barack Obama da presidência

Desafios que o americano deve enfrentar neste último ano de mandato

Por Maria Victoria Pera Mazza

Em 2008, Barack Obama, o primeiro presidente negro dos Estados Unidos, iniciava o seu mandato, que o deixaria no poder do país até os dias atuais. Mas este é um ano diferente para o democrata, tendo em mãos o último ano de seu segundo mandato. Como qualquer outro país, Obama enfrentou – e ainda deve enfrentar – diversos desafios antes de deixar o cargo para o próximo governante dos país americano.

O que está por vir

Antes de deixar a presidência, Barack Obama ainda tem questões a serem resolvidas. A primeira já teve um passo importante dado: a negociação da suspensão de embargos relacionados ao Irã. O desafio aqui se encontra em convencer o Congresso a apoiar, visto que ele é dominado por republicanos.

Outro ponto é a relação dos Estados Unidos com Cuba. “A normalização das relações dos dois países novamente foi passada para o Congresso, cabendo a eles decidir sobre o término da política do embargo cubano”, explica Erica Resende, professora de Relações Internacionais da Universidade Cândido Mendes e da Universidade de Oklahoma (EUA).

Um desafio também muito importante para este último mandato é sobre o controle de armas. Durante todos os anos, Obama se mostrou forte em relação a essa política doméstica, inclusive com um pedido de uma legislação federal que pudesse dificultar e limitar a compra de armas. “Ele defende uma política de registro e fiscalização de antecedentes criminais e de histórico de problemas mentais para impedir pessoas com desequilíbrios psicológicos de comprar com facilidade”, afirma a profissional. Mas, mais uma vez, a questão acaba esbarrando no Congresso.

O país que fica

Um dos pontos fortes da presidência do Obama foi o Obamacare, uma “empresa pública” que busca oferecer planos de saúde para famílias de baixa renda e rejeitadas pelos programas tradicionais de saúde. Isso tendo em vista que os Estados Unidos não possuem um sistema de saúde como o SUS, por exemplo. Mas essas medidas são muito mal vistas pelo eleitorado conservador e, dependendo do próximo presidente, elas podem enfraquecer.

Elisa também explica que Obama deixará um país com algumas complicações e bastante polarizado. A questão racial também é outra polêmica, afinal, via-­se uma América pós racial nas mãos de Obama. Elisa explica que “para alguns líderes, principalmente dos direitos civis, o presidente deveria ter tido uma voz mais forte em relação a essa questão. Os grupos de movimentos civis esperavam uma atuação muito mais enérgica na questão racial.”

Desfecho

Mesmo com os problemas pontuais – como a questão de Guantánamo, o uso de drones e a política de escutas ilegais,
Obama não sai com um saldo negativo de seu poder. Afinal, ele conseguiu um resgate da tradição diplomática, conseguiu aliados importantes e gerou negociações pacíficas, algo que não aconteceu coma presidência anterior. O saldo? Quem explica é André Eiras, professor de Relações Internacionais da IESB: “os Estados Unidos que Obama deixará será de uma nação que, embora já tenha ocupado por muitas décadas a posição de grande país hegemônico e líder internacional, não perdeu toda sua influência e importância.”

barack

Barack Obama é muito influente nas mídias, em especial no Youtube com seu canal/BarackObama.com (Foto: Reprodução/BarackObamadotcom)

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