Crise Olímpica

Olímpiada era vista antes como certeza de ganhos à economia brasileira, hoje é observada com desconfiança

Por Rafael de Paula

Em 2 de outubro de 2009, era anunciado em Copenhague, na Suécia, que o Brasil sediaria pela primeira vez o maior evento multiesportivo do mundo: a Olimpíada de 2016 seria realizada no Rio de Janeiro. A notícia não só empolgou esportistas, mas também a área hoteleira e outros vários setores econômicos da cidade. No entanto, o que parecia ser o el dourado brasileiro, transformou-se em desconfiança. Ainda que se trate de um evento internacional, que deverá trazer um número grande de turistas ao país, a Olimpíada pode não ser capaz de dar impulso à economia nacional. A limitação do evento à cidade do Rio de Janeiro, a recessão e o impasse político em Brasília atualmente impedem que a onda de otimismo possa atenuar a crise.

Olimpiadas

Olímpiadas começam em 5 de agosto de 2016, na cidade do Rio de Janeiro (RJ) (Ilustração: reprodução)

Possível crescimento

Em relatório divulgado no fim do ano de 2015, o banco suíço Credit Suisse apontou que os efeitos do evento no PIB brasileiro devem ser limitados. E, mesmo se houver um possível crescimento – o que ainda é incerto dado os números ruins da economia brasileira no primeiro trimestre de 2016 -, não deverá acontecer por conta do aumento do fluxo de turistas, como era de se imaginar. Ainda segundo o documento, “o crescimento maior para o ano dos Jogos Olímpicos é atribuído à aceleração dos investimentos das cidades-sede”. O banco ainda estima que, neste ano, mesmo com o evento, a economia brasileira deverá ter uma forte retração, que pode chegar até 3,5%.

Mesmo no Rio de Janeiro, o crescimento não deverá ser tão alto, uma vez que os investimentos em obras de infraestrutura e em acessibilidade foram diluídos ao longo dos últimos anos, ou seja, nem a Olimpíada deverá ser capaz de tirar a capital fluminense da grave crise econômica que ela vem enfrentando.

Ex-ministro do esporte, George Hilton, faz previsão otimista (Foto: reprodução/Estadão)

Ex-ministro do esporte, George Hilton, faz previsão otimista (Foto: reprodução/Estadão)

O ex-ministro do esporte George Hilton, afastado da pasta por conta do clima político do país, é otimista em relação aos jogos. “Acredito que podemos agregar um milhão de pessoas no Brasil no período olímpico. Isso vai aquecer a economia”, afirmou Hilton em entrevista à agência Reuters.

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