Crossfit: A dor vale a pena?

Prática que vem crescido no Brasil, o crossfit tem seus riscos. E são grandes.

Por Rafael de Paula

Arctic Crossfit: Specializing in not specializing is the name of the game

Cada vez mais popular nas academias, o CrossFit esconde alguns riscos quanto à lesões (Foto: Justin Connaher/dvidshub.net)

O CrossFit tem se tornado cada vez mais uma febre nas academias brasileiras. A prática, derivada de uma espécie de treinamento militar realizado em circuito, que mescla exercícios de força e de resistência aeróbia. Geralmente em altíssimo volume, promete perdas de até 8000 calorias por aula, além de um rápido fortalecimento muscular. Entretanto, em meio destes benefícios, há uma grande desvantagem: o número altíssimo de lesões.

Por ser uma prática recente, não existem muitos estudos a respeito dos riscos da modalidade. Um dos poucos que já foram publicados mostra que entre 132 adeptos do esporte, 73,5% deles sofreram algum tipo de lesão, dos quais sete precisaram de algum tipo de cirurgia. Intitulado The nature and prevalence of injury during CrossFit, a pesquisa mostra que as lesões de ombro e coluna são as mais comuns entre os praticantes, isto graças ao enorme esforço que recaem sobre estas áreas.

Para o fisioterapeuta e educador físico Giancarlo Fellipe, um dos grandes riscos do Crossfit é usar um modelo arriscado de exercícios, sem se preocupar com as características de cada individuo. “A prática de qualquer exercício deve ser individualizada, respeitando as limitações físicas do praticante. Quando a pessoa entra nessa prática, muitas vezes ela vai animada e pode extrapolar seus limites”.

Quem pratica, porém, garante que a modalidade é segura. É o que afirma o biólogo Vinicius Sementilli Cardoso, que pratica o esporte há dois anos. “Você não pode treinar se não houver um Coach na sala (…) a única lesão que tive foi no ombro e porque levantei peso errado. Depois que fui no fisioterapeuta e passei a fazer certo, passei a levantar mais peso que antes.”

O fato é que o número de praticantes tem crescido, assim como as lesões. Aqui vale a orientação de Fellipe: “no crossfit, assim como em qualquer esporte, é sempre essencial ter um profissional ao lado”.

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