Ciência no dia a dia

Recicla Unesp: projeto no campus bauruense estimula novas práticas ambientais

Por Gabriela Arroyo

O Brasil coleta mais de 180 mil toneladas de resíduos por dia, segundo o Plano Nacional de Resíduos Sólidos, publicado em 2011. Se uma análise gravimétrica fosse feita no resíduo domiciliar, se observaria os seguintes dados: “em torno de 50% do resíduo total gerado é composto por recicláveis secos e 50% por resíduos orgânicos, os chamados resíduos úmidos” e ambos os tipos de resíduos não precisariam ter como destino final o aterro sanitário, explica o professor de Gestão de Resíduos Sólidos, Aloísio Costa Sampaio.

Foi pensando em destinar corretamente os resíduos sólidos secos que nasceu o Recicla Unesp! O projeto da Universidade Estadual Paulista, desenvolvido no campus de Bauru, começou em 2007 na Faculdade de Engenharia e desde o ano passado está presente também na Faculdade de Ciências.

A intenção do projeto é promover a coleta seletiva, separando os resíduos gerados no próprio campus. Os materiais coletados são pesados, encaminhados para locais adequados de descarte – como é o caso das cooperativas parceiras – e vendidos. O valor arrecadado com a venda é utilizado para investir em melhorias para o próprio projeto, como a aquisição de novos containers coletores.

O professor Aloísio Costa Sampaio também é responsável pelo projeto na Faculdade de Ciências e explica que apenas no mês de abril mais de 350 quilos de materiais recicláveis foram recolhidos.

Materiais como papel, papelão, plástico e vidro são descartados por alunos, docente e servidores em um dos dez coletores espalhados pelo campus. O óleo de cozinha usado pode ser levado até o Restaurante Universitário. Os eletrônicos podem ser descartados em um local adequado existente na biblioteca.

Recicla Unesp

Coletor do Recicla UNESP próximo ao departamento de Física (Foto: Gabriela Arroyo/2016)

O professor Aloísio considera o Recicla Unesp importante, pois, para ele, “a universidade é uma vitrine. Não resolve apenas falar da importância da coleta seletiva e da reciclagem. É preciso fazer, não é?” E as universidades estão fazendo! Práticas parecidas também existem na USP, na UNICAMP e na UFMG.

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