Pesquisas com nanotecnologia no tratamento contra câncer apresentam resultados

Na tentativa de tornar o tratamento contra o câncer mais eficaz, pesquisadores da área investem em estudos com nanopartículas

Nanopartículas monitoram a eficácia do tratamento contra o câncer (Foto: Commons/Wikimidia)

Por Isabel Silva

As nanopartículas agem como um transportador da medicação até o tumor, levando consigo, além dos fármacos, um sinalizador que é ativado quando as células cancerígenas morrem. Esse sistema resulta em informação sobre a atuação da medicação mais rápida.

Porque isso significa um avanço no tratamento contra o câncer? A agilidade da informação sobre a eficácia da terapia pode salvar vidas, uma vez que os tratamentos convencionais, utilizados atualmente, chegam a levar meses para apresentar resultados.     O artigo “Nanotecnologia Empregada no Tratamento do Câncer”, cuja uma das autorias é do biólogo e Mestre em Ciências, Demétrius Arçari, explica que “para o tratamento do câncer, esforços estão concentrados na construção de robôs ‘inteligentes’ que são nanoestruturas (nanopartícula) eventualmente, capazes de detectar células malignas in vivo, apontando sua localização no corpo, matando as células, e prestando contas sobre resultado de seu trabalho”.

A revista científica norte americana “Proceedings of the National Academy of Sciences” publicou recentemente um estudo realizado por pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachussets, da Universidade de Havard, relatando o desenvolvimento dos primeiros testes com nanopartículas no tratamento contra o câncer.

No Brasil, o Centro de Pesquisa em Tecnologia Nuclear, CDTN, financiado pela FAPEMIG, tem desenvolvido estudos a cerca da produção de nanopartícula efetiva para o tratamento do câncer. Segundo o CDTN, As pesquisas consistem na produção de “nanotubos de nitreto de boro, que, quando acoplados em certas moléculas podem ser direcionados especificamente para o tecido tumoral”, explica o pesquisador Dr. Tiago Hilário, em vídeo da FAPEMIG.

Esquema do tratamento

Processo da atuação dos nanotubos em células cancerígenas (Foto: Tiago Hilário/ Youtube)

As nanopartículas são capazes de penetrar as células tumorais e sua luminosidade detectar a localização da mesma no organismo. Uma vez dentro das células, os átomos de boros presentes no nanotubos são ativados por meio de um processo chamado terapia de captura de nêutrons. No qual, emite-se feixes de nêutrons a fim de irradiar o tumor, ativando os átomos de boro, ou seja, a nanopartícula será ativada no interior do tumor, matando-o de dentro para fora.

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