A ação do Boko Haram na Nigéria

Fonte: mdemulher.abril.com.br

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Por Tamiris Volcean

Boko Haram é o nome de uma organização fundamentalista islâmica de métodos terroristas. Seus integrantes lutam em combate à corrupção do governo e alegam utilizar forças para garantir a ausência de influências ocidentais nos territórios ocupados. O grupo é favorável à aplicação radical da sharia, como é chamada a lei islâmica.

Os ataques terroristas ganharam novos integrantes recentemente. Crianças do sexo feminino são sequestradas, obrigadas a estabelecer relações matrimoniais com terroristas e a participar das ações planejadas por eles. De acordo com o relatório publicado pela UNICEF, nota-se a presença da imagem infantil em mais de três quartos dos atentados promovidos pelo grupo em 2015.

Mas por que os líderes têm tanto interesse na população de baixa faixa etária? O historiador Caique Moura, responsável pelo ensino religioso em uma rede privada, chama a atenção para a capacidade de infiltração em território inimigo, principalmente Nigéria, Camarões e Chade, por meio das crianças. Para Caique, o uso de meninas-bomba é uma estratégia de disfarce dos terroristas.

Além das meninas, os meninos também são utilizados nas estratégias. Com a intenção de dizimar famílias, os integrantes do Boko Haram recrutam as crianças do sexo masculino e os obrigam a atacar as próprias famílias em sinal de lealdade. Caique usa o contexto histórico no qual estão inseridos para justificar tal comportamento. De acordo com o historiador, o fato já se tornou um problema social: “Quando marcam a imagem infantil com essas características, cria-se um mito em torno da criança, afastando-a do grupo e tornando-a socialmente inadequada. Não há lugar no mundo para esse ser humano, por isso sempre preferem a morte.”

Uma das formas de aliciar crianças é a partir da invasão em escolas. Milhares de prédios escolares foram saqueados, incendiados ou utilizados como refúgio para os terroristas. Em meio ao conflito, muitos professores se recusam a continuar ministrando suas aulas. É durante as invasões que o grupo extremista seleciona as meninas e meninos que farão parte de sua estratégia de guerra.

A UNICEF, em nota, incentiva a proteção das crianças nascidas em Camarões, Nigéria e Chade. Os Camarões são o país que regista o maior número de ataques suicidas que envolvem crianças, contabilizando um total de 21. Segue-se a Nigéria com 17 casos, e o Chade com dois.

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