Como a Grécia chegou até aqui?

Os motivos e consequências da atual crise enfrentada pelo país

Por Maria Victoria Mazza

A situação grega se dá a partir de aspectos internos, externos e nada mais do que um reflexo do pós-Segunda Guerra, onde o país entrou em uma guerra civil pelo poder. “O capitalismo nos moldes ocidentais deteriorou a situação do país, não promovendo a modernização necessária”, explica Luis Felipe Osório, que tem experiência na área de Economia Política Internacional.

Fonte: Pixabay

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A partir daí, a Grécia começou a receber concessões e investimentos. Depois, com sua inserção na Comunidade Econômica Européia (CEE), em 2001, o país passou a fazer parte da zona do euro e a aderir o uso da moeda. “Assim, a Grécia entrou em um construto que, comandado pelo Banco Central Europeu, está voltada para a estabilidade de preços e para a gestão anti-inflacionária da moeda. Em vez de promover o crescimento econômico, a política comunitária congela os patamares econômicos dos países”, conta o especialista.

Isso significa que, com membros tão diferentes, fica complicada a competição de igualdade no mercado. A lógica é simples: todos os países possuem o mesmo câmbio, mas nem todos possuem um grande parque industrial. Consequentemente, não há como concorrer com as grandes potências. Para tentar reverter a situação, a Grécia, por exemplo, se especializou em serviços de baixo valor – dependendo de empréstimos para manter seus pagamentos.

Saída da zona do euro

Os números que envolvem a crise econômica são altos: “a Grécia possui um cenário de alta taxa de desemprego (24,4% ), deflação de preços desde 2012 e taxa de crescimento do PIB em torno de 0% ao ano.”, explica Luciano D’Agostini, especialista em desenvolvimento econômico.

Entre as possíveis soluções, uma delas é a saída da Grécia da zona do Euro. O professor e cientista político, Ramiz Maddi Filho, explica que esse seria o primeiro a abandonar o bloco, caso acontecesse. “Isso obrigaria a retornar ao seu padrão monetário. Os governos não conseguiriam obter empréstimos na região do Euro e até a reintrodução do novo padrão monetário, teria de congelar saques e remessas ao exterior.”

Neste caso, a saída da zona do Euro pode trazer tanto consequências boas quanto ruins. Ainda segundo Luciano D’Agostini, a estratégia é considerável, desde que aliada a outro país. Por outro lado, leva a ZE a perder credibilidade, já que pode influenciar outros componentes do bloco a fazerem o mesmo.

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