Criatividade, games e empreendedorismo

Equipe de Bauru chega à final brasileira do Imagine Cup 2016

Gabriela Arroyo

O Imagine Cup é uma iniciativa da empresa americana Microsoft, cujo objetivo é incentivar estudantes a terem ideias inovadoras e, assim, desenvolverem suas próprias startups. Ou seja, é um estímulo ao empreendedorismo. A competição é dividida em três categorias: Games, Cidadania e Inovação. Na fase nacional, é eleito um projeto em cada uma das categorias. Dos três projetos vencedores, um é escolhido para concorrer à fase mundial em Seattle (EUA).

O Team Barusu foi umas das equipes da Imagine Cup 2016. Os estudantes da Unesp da Bauru concorreram na categoria Games. Dos 245 projetos inscritos no evento, a equipe foi uma das nove a chegar à fase nacional, na qual havia três projetos competindo em cada categoria. Buns Game e Sonho de Jequi foram os outros dois jogos concorrentes da equipe bauruense. A final ocorreu em Belo Horizonte (MG), no dia 28 de maio. Apesar de não ter vencido, a equipe considerou válida a participação e, no fim, o objetivo empreendedor do evento foi atingido: eles pretendem continuar com o jogo e torná-lo comercial.

A equipe é composta por quatro estudantes: Alessandra Sasaki, de Ciência da Computação, Gabriel Soares, de Sistemas de Informação, Raíssa Rodrigues e Victor Cardoso, ambos de Design Gráfico. O mentor é o professor Eduardo Martins Morgado. Todos fazem parte do Laboratório de Tecnologia da Informação Aplicada (LTIA), um espaço no qual se desenvolvem projetos em parcerias com empresas e organizações, buscando conhecimento e inovação.

Aluno jogando

Durante o período de desenvolvimento do jogo, os estudantes receberam permissão para ficar no LTIA. | Foto: Gabriela Arroyo (2016)

O Team Barusu desenvolveu o jogo Do a Barrel Throw”, cuja tradução em português é “Lançar o Barril” e acaba explicando o funcionamento do jogo: barris aparecem na tela, o personagem russo os pega e os lançam para baixo, conseguido voar. Quanto mais ela voa, mas ponto o jogador faz.

Mas, qual o motivo de ser russo? A estudante Alessandra Sasaki esclarece: “inicialmente tínhamos outra ideia. Seria uma plataforma com personagens de seis nacionalidades. Pois seria um jogo de estratégia, onde cada personagem teria um poder diferente. Mas o game ficou muito grande e não iria dar tempo. Então, a gente reciclou a personagem da ideia anterior”. Com isso, muito da arte também foi reaproveitada, justificando as cores em tons de marrom, pois “seriam usadas para compor os cenários do interior de uma casa”, revela a outra participante, Raíssa Rodrigues.

Alessandra Sasaki ainda explica como o jogo foi produzido: “eu e a Raíssa ficamos com a parte de cenário. Ela desenhava e eu programava. O Gabriel e o Victor ficaram com a personagem”. O jogo foi programado na plataforma Unity e sofreu adaptações durante o campeonato.

Interface

“O estilo cartunesco desenvolvido no personagem foi trabalho do Victor Cardoso. Ele se baseou nos traços do artista Stephen Silver”, contou Raíssa que, para o cenário, disse ter se inspirado nos traços surrealistas. | Imagem: Team Barusu

Segundo a equipe, no próprio Imagine Cup eles receberam dicas de como deixar o game mais interessante. Uma delas foi: “as cores do jogo dificultam a visualização dos obstáculos e dos barris e, além disso, os daltônicos poderiam ter dificuldade em jogar” explica Raíssa. Por isso, a equipe está reformulando a identidade visual. Agora é esperar para ver (e jogar).

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