Terapêutica celular para o enfisema pulmonar

A infusão de células-tronco no portador da doença possibilita melhora, comprova pesquisa

Gabriela Arroyo

As doenças crônicas matam mais do que doenças contagiosas como malária e tuberculose. A informação é do documento “Vigilância Global, Prevenção e Controle das Doenças Respiratórias Crônicas”, publicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2007. As perspectivas são ainda piores: é estimado para 2017 um aumento de 17% no número de mortes causadas pelas doenças respiratórias crônicas.

Entre as doenças evitáveis estão a asma e a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC). A DPOC divide-se em bronquite crônica e enfisema pulmonar.

O enfisema pulmonarcaracteriza-se pela destruição das paredes dos alvéolos, estruturas responsáveis pelas trocas gasosas nos pulmões”, explica o professor da Unesp de Assis, Dr. João Tadeu Ribeiro Paes. Com isso, ocorre falta de ar progressiva, dificultando a respiração. O principal fator de risco da doença é o tabagismo. Outros fatores são a poluição atmosférica e a exposição a poluentes.

O Prof. Dr. João Tadeu Paes é coordenador do Laboratório de Genética e Terapia Celular do Departamento de Ciências Biológicas da UNESP de Assis, onde lidera a pesquisa “Análise da segurança e eficácia da terapia celular em pacientes com Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica em Grau Avançado”.

“A terapia celular com células-tronco adultas apresenta-se como uma nova alternativa terapêutica potencialmente promissora para a DPOC/enfisema pulmonar” revela o professor. Um estudo anterior, realizado com quatro pacientes, comprovou: a aplicação de células-tronco autólogas infundidas na veia braquial (do braço) do portador da doença possibilitou melhora. Durante um acompanhamento de 23 meses, a doença em um dos pacientes até se estabilizou, esclareceu o Dr. João Tadeu. A terapia não registrou nenhum efeito adverso.

A atual fase da pesquisa conta com a participação de 20 pacientes divididos em quatro grupos, como explicado a seguir:

Esquema explicativo

Os pacientes serão acompanhados durante 12 meses após a infusão das células-tronco. Serão avaliados os parâmetros respiratórios e também a qualidade de vida dos portadores de enfisema pulmonar participantes da pesquisa. | Informações: Prof. Dr. João Tadeu Paes | Produção da imagem: Gabriela Arroyo (2016)

A pesquisa é realizada em colaboração com o Instituto de Ensino e Pesquisa São Lucas (São Paulo) com auxilio na fase de processamento e proliferação das células-tronco. “A punção de medula, tecido adiposo e infusão das células, bem como todos os testes clínicos, são realizados em colaboração com o serviço de pneumologia da Faculdade de Medicina do ABC e do Hospital Mário Covas, ambos de Santo André-SP”, finaliza o professor Dr. João Tadeu.

 

 

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