Wagner Moura e os Direitos Humanos

O ator que não tem medo de revelar suas convicções

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Foto: Reprodução

Por Thais Daniel

Wagner Maniçoba de Moura, ou apenas Wagner Moura, tem 40 anos, é ator, diretor e músico. Já atuou em novelas, séries e programas de televisão, filmes, incluindo Carandiru, Tropa de Elite – que abriu as portas para o reconhecimento mundial como o inesquecível Capitão Nascimento – e, o hollywoodiano, Elysium – primeiro filme internacional do ator, estreado em 2013. Além da série do Netflix, Narcos, em que Wagner interpreta o ícone Pablo Escobar, um dos narcotraficantes mais famosos do mundo, que graças ao tráfico (durante quase 20 anos) chegou a ser eleito o sétimo homem mais rico do mundo, pela Forbes.

Por ter nascido em uma região rural, no Nordeste brasileiro, e ter convivido desde pequeno com o trabalho escravo do século XXI, a escravidão moderna, há anos o ator tem se engajado nessa luta que ainda afeta uma parcela significativa da população, e também contra o trabalho infantil, uma das vertentes do trabalho escravo moderno.

Por conta de seu ativismo social, em 2015, Wagner Moura foi nomeado Embaixador da Boa Vontade da ONU, para trabalhar com a Organização Internacional do Trabalho (OIT) para a campanha “50 pela Liberdade”: pelo fim do trabalho escravo mundial.

O ator também tem participado ativamente na política nacional. Em 15 de março deste ano, ele chegou a fazer um vídeo falando sobre a polarização na política brasileira e critica o sistema judicial do país. Já fez duras críticas à extinção do Ministério da Cultura, no início do ano pediu “Fora Feliciano”, e ainda escreveu um artigo para a Folha de S. Paulo em que comenta conquistas e derrotas do governo PT. Ele se diz claramente contra o golpe político no Brasil e reprova ações do juiz Sergio Moro. O ator também denunciou o golpe na mídia internacional, quando foi ao talkshow de Chelsea Handler, desaprovando o nítido “lado” em que a imprensa brasileira tomou.

Mais recentemente, concedeu ao jornalista Leonardo Sakamoto um entrevista completa, onde aborda diversos assuntos polêmicos, deixa claros seus posicionamentos políticos, e responde a alguns comentários negativos. Temas como comunismo, ativismo, impeachment e lei Rouanet também são abordados. Tudo isso deixa claro que Wagner Moura, além de ser um grande ator, diretor e músico, mostra que também é um grande ponderador social: critica o que considera ter de ser criticado e apoia sem medo o que acha correto, sem se importar com a aceitação – ou não – do público e, diversas vezes, indo contra o que a maioria de seus admiradores, principalmente de classe média alta gostaria de ouvir.

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