Intercâmbio é uma ótima forma de aprender e incrementar o currículo

Conheça os principais tipos de intercâmbio que você pode fazer
durante sua graduação!

Por Beatriz Akane e Isabella Marão

Fazer intercâmbio durante a sua graduação pode ser uma das melhores experiências da sua vida. Além de conhecer um novo país, vivenciar uma nova cultura e sair da sua zona de conforto, a experiência de fazer uma parte da sua graduação em um ambiente diferente do habitual pode ser muito útil para o seu currículo.

Vários tipos de intercâmbio podem ser realizados durante um curso de graduação em uma Universidade. Confira alguns exemplos abaixo e escolha qual é o melhor para você!

Praga - Carlos Bridge

Foto: Beatriz Akane

Intercâmbio por iniciação científica

O estudante de Relações Públicas, Rafael Parigi, conseguiu seu tão sonhado intercâmbio através de uma iniciação científica. ‘’Ganhei uma bolsa FAPESP no Brasil e BEPE no exterior. A bolsa era muito boa e eu não precisei levar um centavo sequer além do recebido pela BEPE. Estive na Espanha por 5 meses para pesquisar como as novas tecnologias e plataformas interferem no ensino e aprendizagem de RP. Foi muito legal’’, conta o estudante.

Em relação às matérias da faculdade, Rafael diz não ter perdido tanto conteúdo por conta de sua viagem. ‘’Consegui trancar algumas matérias, mas as 3 matérias que eu não pude trancar eu basicamente perdi. Com sorte os professores me deixaram entregar alguns trabalhos para substituir as faltas.’’

Valdo na Europa

Foto: Rafael Parigi

Intercâmbio por conta própria

Já Luana Forlenza realizou um intercâmbio trabalhando na Walt Disney World! A estudante de Relações Públicas conta que conseguiu o emprego nos parques da Disney através do Cultural Exchange Program (CEP), e enfrentou um ano de seleção para ser classificada.

No entanto, nesse tipo de intercâmbio, o estudante é quem arca com todos os gastos. “Lá você recebe todo treinamento necessário para atuar no seu local de trabalho, além de acomodação e transporte’’, explica.

Mas para conseguir ser um candidato nesse programa é preciso estar em um curso de graduação reconhecido pelo MEC de pelo menos 4 anos e também ter um bom conhecimento de inglês.

‘’Você vai trabalhar durante aproximadamente 10 semanas entre os meses de novembro e janeiro. Por ser um programa de trabalho voltado para universitários, essas datas são selecionadas justamente para não afetar a graduação e pegar a época de férias de fim de ano’’, conta Luana.

Se o aluno estudar em uma Universidade pública e ter tido algum período de greve, a estudante dá a dica: ’’vale conversar com os professores e mostrar o quanto o intercâmbio é relevante, para que não seja prejudicial ao semestre.’’

‘’O intercâmbio me ajudou de formas diferentes no pessoal e no profissional. Pessoalmente, eu cresci muito no que diz respeito a responsabilidade, gestão financeira e controle emocional’’, pontua.

Luana na Disney - Magic Kingdom

Foto: Luana Forlenza

Intercâmbio por graduação

O estudante de design, Kolzar Araujo Tsumagari, conseguiu o seu intercâmbio com a ajuda da Universidade em que estuda. Ele viu a vaga pelo portal de intercâmbios da própria Universidade e então participou de um pequeno concurso, até ser aprovado para estudar na Universidade de Louisville, nos Estados Unidos.

Kolzar notou durante sua viagem as principais diferenças entre a sua Universidade pública aqui no Brasil e a faculdade de Louisville era a infraestrutura. “As universidades dos Estados Unidos cobram mensalidade mesmo sendo públicas, a diferença que esse dinheiro faz é imediatamente evidente. Em comparação com o campus de Bauru, a Universidade de Louisville é muito melhor estruturada, maior e com mais recursos para os seus estudantes. Outra diferença vital está na liberdade de escolha que o aluno americano possui: a escolha do curso não determina a sua única opção até o resto da faculdade, pode-se escolher livremente aulas para cursar, havia estudantes de física em aulas de desenho e estudantes de design estudando geografia política.’’

No entanto, nesse intercâmbio é preciso desembolsar um dinheiro. ‘’O programa incluía uma bolsa de 3000 dólares e posso dizer claramente que não cobriu quase nada. O preço do alojamento apenas devora uma grande quantidade do dinheiro. Outro gasto alarmante foi com os materiais, livros’’, explica o aluno.

Mas mesmo com os gastos financeiros, o estudante ainda acredita que valeu a pena pela experiência. ‘’Sinto que voltei com uma visão de melhor eficácia e mais dedicado, e pessoalmente eu mudei muito.’’

Para quem se interessa por esse tipo de intercâmbio, Kolzar dá a dica: ‘’Tenha dinheiro, muito dinheiro. É bem mais tranquilo do que parece e o aproveitamento depende menos do intercâmbio e mais em você, mas se tiver a oportunidade de visitar um lugar novo, vá.’’

Intercâmbio pela AIESEC

Agora, para aqueles interessados em algo com um custo menor e/ou em trabalho voluntário, procure fazer algo parecido com o intercâmbio da estudante de administração, Gabriela Tie Iida. Ela foi para o Camboja ensinar inglês para crianças do ensino fundamental como voluntária.

Gabriela Tie Iida no Camboja com os alunos

Foto: Gabriela Tie Iida

São necessários dois pré-requisitos, ter entre 18 e 30 anos e uma grande força de vontade de fazer a diferença em algum país do mundo! São inúmeros projetos em diferentes áreas de atuação, como educação, comunicação, saúde, entre outros.

Para Gabriela, a experiência não atrapalhou sua graduação, pois ela aproveitou as férias de janeiro/dezembro, entre seu primeiro e segundo ano de faculdade para viajar.

Uma das principais vantagens desse programa é o baixo custo que ele proporciona, porque muitos dos programas já oferecem moradia e, pelo menos, uma refeição diária. Os gastos ficam, basicamente, por conta da passagem – e se você escolher um país e uma época de baixa temporada, pode achar descontos incríveis – seguro saúde e uma taxa para a AIESEC Nacional.

Se você gostou dessa ideia, entra no site da organização, tem outros tipos de programas também, como intercâmbios de trabalho remunerados e até mesmo a chance de fazer parte dela.

Intercâmbio como Au Pair

Outra opção de intercâmbio barato é o de Au Pair, trabalhar com crianças e sendo remunerada pela família. É uma boa opção para quem tem o sonho de morar fora do país e quer conhecer de perto uma nova cultura, pois irá conviver com uma família local no seu dia a dia.

Letícia Romania, formada em tradução, mora na Califórnia, onde está realizando o programa e nos contou um pouco sobre as principais vantagens de estar vivenciando a experiência de Au Pair. “É uma maneira excelente de amadurecer, criar responsabilidades, perder medos e treinar seu inglês. Outro ponto muito positivo é que você recebe um salário semanal e se você souber guardar, pode viajar bastante e conhecer muitos lugares diferentes.” contou toda empolgada.

Os gastos são baixos porque você, basicamente, vai receber de volta todo o investimentos feito no início do processo, tais como taxa e passagem. Não dá para perder uma oportunidade dessas!

Veja qual tipo de intercâmbio mais se encaixa no seu perfil! 
Agora que você já conheceu um pouco sobre alguns diferentes tipos de experiência, veja com qual programa você pode se identificar: CLIQUE AQUI!

SERVIÇO

AIESEC
http://www.aiesec.org/
info@ai.aiesec.org

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