A nova “economia do bico”

Os aplicativos e as redes sociais têm mudado a cara dos trabalhos informais

Por Tito Silva

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FOTO: Flickr

Os “bicos” têm importante papel na vida de muitos brasileiros. Seja como principal fonte de renda ou como trabalho paralelo para ganhar um dinheiro a mais, o “bico” é geralmente associado à economia informal. Mas a popularização das redes sociais e dos aplicativos de celular tem gerado uma maior formalização da “economia do bico”.

Também conhecida como gig economy, a “economia do bico” é baseada no uso mais eficiente do tempo e no melhor aproveitamento de ativos, como carro e imóvel – por exemplo. A popularidade de aplicativos de celular como o Uber e o Airbnb atesta para o sucesso dessa junção do mundo digital com velhas necessidades de se locomover, se hospedar – e também ganhar dinheiro.

Para o professor do mestrado profissional da Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (EESP-FGV) e da Faculdade de Economia da Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP), João Ricardo Costa Filho o progresso tecnológico tornou e continuará tornando a “gig economy” atraente para muitos: “a ‘economia do bico’ é interessante pois emerge de duas formas diferentes: parte dela era mais ‘mal vista’, uma alternativa que ‘carimbava’ a pessoa negativamente aos olhos daqueles que participavam do mercado formal mais tradicional. Com o advento das novas tecnologias, contudo, temos uma mudança de sentimento em relação à isso. Os valores das pessoas foram alterados quando os mercados se apropriaram dessa ‘gig economy’ de uma maneira a tornar mais eficiente. E a abordagem criou uma boa recepção não somente aos motoristas do Uber, mas também às outras formas de trabalho nessa dinâmica”, afirma.

Restaurante em casa faz sucesso em Bauru

Em alguns fins de semana, Rodrigo Peters e Amanda Gaspar transformam sua casa no Jardim Bela Vista no Bença – Quintal Gourmet. Para degustar os hambúrgueres artesanais e demais iguarias do Bença, só com reserva. Através do Facebook e do Instagram, o casal divulga as datas de abertura do Bença, e não se passa muito tempo até as vagas se esgotarem.

Unindo a tecnologia das redes sociais e o ativo que já possuem – sua casa – Peters e Amanda fazem do Bença um exemplo das possibilidades oferecidas pela “gig economy”. “É muito prazeroso receber as pessoas na nossa casa, com a nossa cara, com a nossa energia e ver que muita gente gosta e se identifica. Compartilhamos nossa casa e nossa comida com muito amor e também com limite e controle para sempre ter bons produtos e processos. Temos a oportunidade de conhecer muita gente legal a cada fim de semana. E isso não tem preço.”, conta Peters.

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