Economia colaborativa

Novo padrão de consumo propõe retorno às origens da economia

Por Geizi Polito

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FOTO: Flickr

A economia compartilhada ou colaborativa é a prática que coloca em contato oferta e demanda através da tecnologia. Segundo a especialista Rachel Botsman, a economia compartilhada apresenta-se em três diferentes sistemas:

  1. Quando um item passa de um ambiente em que ele é recusado para outro onde ele é necessário.
  2. Quando recursos como dinheiro, habilidade e tempo são compartilhados (crowdfunding)
  3. Quando o consumidor paga pelo serviço de que ele precisa e não pelo produto em si. Dessa forma, clientes e prestadores de serviços são colocados no mesmo patamar e podem avaliar-se mutuamente e a todo instante.

Andrei Fernandes, 26, escritor e designer, utilizou uma plataforma on-line de compartilhamento de projetos para financiar a publicação de seu primeiro livro. “Já conhecia por acompanhar desde cedo as novas plataformas de mercado. Como sempre acompanhei sobre games e quadrinhos lá de fora, fiquei sabendo dessa nova modalidade e quando chegou aqui no Brasil tratei de estudar esse formato de financiamento”, conta. Esse processo permite uma aproximação maior entre o público e o formador de conteúdo sem atravessadores. “Ver como negócio é complexo, não por ter essa capacidade, mas por se encontrar em um meio que fica entre a venda e a doação. Porém, talvez seja uma iniciativa bacana para dar um start em algum projeto”, conclui.

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FOTO: Wikimedia

O professor Eduardo Ruiz, 46, economista e MBA em gestão empresarial, propõe que a economia colaborativa é uma mudança de conceito. O estímulo capitalista de acumulação de bens dá lugar à satisfação das necessidades, que é a essência da economia. Trata-se de uma mudança cultural que faz o consumidor se auto questionar: O que realmente eu necessito, do produto ou do que ele pode me proporcionar? “ Porque eu preciso pagar pela atualização do mapa do meu GPS sendo que uma comunidade pode proporcionar isso em tempo real? Porque eu tenho que comprar uma bicicleta, cuidar de sua manutenção, não ter espaço para guardá-la e ainda não saber o que fazer com ela quando ficar velha, sendo que tem um ponto de locação comum ao lado de casa e outro na esquina do meu local de trabalho?”, acrescenta. Atrelado a evolução tecnológica, o momento de crise é propício para a criação de alternativas, e é exatamente isso que a economia compartilhada permite.

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