Entendendo nossas origens

Vertente dos estudos sobre a origem da existência é pouco conhecida no Brasil

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Teoria é polêmica, mas a descoberta de proteínas em metoritos ajuda a comprová-la Foto: Lomography

Por Bárbara Villela

A teoria da Litopanspermia sustenta que os elementos básicos para a vida chegaram a Terra por meio de chuvas de meteoros, ideia que se tornou alvo de muitas críticas: afinal, muitos pesquisadores afirmam que a velocidade desses meteoros seria muito baixa para serem atraídos pelo planeta.

Contudo, cientistas da Universidade de Princeton, EUA, desenvolveram um simulador que permite observar o processo de transferência fraca, que ocorre quando objetos lentos se movem aleatoriamente pelas órbitas dos planetas. Esse movimento permitiria transferir elementos entre os planetas, o que comprovaria a teoria da Litopanspermia.

Segundo Sérgio Pilling, há vários indícios que levaram à hipótese da vida ter começado fora da Terra. Dentre elas, a presença de aminoácidos e outras moléculas orgânicas prebióticas, como bases nitrogenadas e açúcares em meteoritos.

O pesquisador relata que existem alguns outros estudos na área confirmando o fato de que alguns tipos de microorganismos também poderiam sobreviver às viagens interplanetárias. “Isso ainda seria mais provável se estes viajassem no interior das rochas, pois não seriam expostos a radiação ionizante espaciais. Essa viagem interplanetária desses supostos microorganismos (litotróficos) recebe o nome de litopanspermia”, explica.

Para Pilling, a teoria também é crucial para investigar a possibilidade de existência em outros planetas e luas do Cosmos. Além disso, ao investigar microorganismos em situações extremas, é possível pensar em novas formas de tratamentos de doenças, e novas possibilidades de estudos de estruturas dos seres vivos, entre outras questões que não estão relacionadas diretamente à astrobiologia: “Esses microorganismos extremófilos são resistentes a diversos tipos de estresses externos (radiação, pressão, salinidade, temperatura) e seu estudo sistemático nos permitiria aplicar suas estratégia de sobrevivência em outros organismos como plantas e animais”, reitera.

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