Polícia do Estado Islâmico contra a ofensiva Iraquiana

Conflito gera acervo de documentos contendo denúncias

Por Laura Botosso

A ofensiva das forças de elite iraquianas sobre Mossul contra o Estado Islâmico entrou em sua segunda fase após a virada do ano, conseguindo adentrar em dois bairros do sudeste da cidade na metade de janeiro – segundo relato de um porta voz dos militares da nação, veiculado em matéria da Folha de São Paulo.

Parte da ofensiva iraquiana: veículos Militares em Narawan, ao norte de Mossul (Foto: Ahmed Jadallah/Reuters)

Parte da ofensiva iraquiana: veículos militares em Narawan, ao norte de Mossul (Foto: Ahmed Jadallah/Reuters)

Apesar da conquista, os avanços do exército iraquiano (mesmo apoiado pelos EUA) têm demorado para demonstrar resultados desde o início da investida, em outubro de 2016.  Um dos motivos seria devido à tática e organização das tropas do EI em parte de seu atual califado, que consiste em se misturar ou esconder entre civis, além de os usarem  como escudos-humanos. Ainda de acordo com a matéria da Folha, o número de vítimas civis em hospitais próximos à região de combate aumentou desde o início da nova fase do conflito, sendo aproximadamente 700 pessoas levadas à instituição, além de mais de 817 solicitarem tratamento médico-hospitalar.

O período de guerra civil tem reunido um acervo de documentos sobre a postura dos policiais do EI, acusando-os de pedofilia, frequentar bordéis e beber álcool. Hisham al-Hashimi inclusive publicou alguns deles em janeiro deste ano, e Elijah Magnier até detalha casos de alcoolismo e a localização de bordéis, ambos casos nas respectivas contas do Twitter®.

Maximiliano Martin Vicente comenta sobre a investida do exército Iraquiano, relacionando-a com o contexto político brasileiro durante a ditadura militar, assim revelando a origem da estratégia: no livro “O Mini-Manual do Guerrilheiro Urbano”, de Carlos Marighella. “Uma das táticas mais importantes que ele coloca (…) seria enfraquecer e criar insegurança no inimigo, fazendo com que ele tenha que dividir as forças [entre diferentes localidades]”.

Quanto aos documentos, Martin Vicente não pode afirmar sua veracidade, tampouco julga serem falsos; para ele, o quadro é propício para o conteúdo [dos relatos]. “A guerra é […] a coisa mais ilógica que inventou o homem. A partir daí, tudo é possível”, diz, considerando o caso do EI, cuja concepção [radical] do islamismo é essencialmente contra a mulher. “Por isso as leis muito rígidas envolvendo mulheres. Se essa é a filosofia do EI, o que ele vê nas outras [mulheres]? Infiéis. Mulher infiel é […] pra usar, matar, já que ela está condenada mesmo, não se pode fazer mais nada”, explica.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s