Diplomatas brasileiros criticam o emprego de forças de segurança para reprimir manifestações

Em abaixo-assinado, cem funcionários do Itamaraty criticam as atitudes recentes do atual governo

Por Renan Dercoles

O decreto em que o presidente Michel Temer (PMDB) convocou as Forças Armadas para “defender” a Esplanada dos Ministérios durante o protesto contra seu governo foi revogado no dia seguinte, mas deixou marcas em Brasília. Na semana passada, 115 diplomatas e oficiais de chancelaria fizeram uma carta aberta em que rejeitam “qualquer restrição ao livre exercício do direito de manifestação pacífica e democrática”.

O abaixo-assinado seria uma reação à nota publicada pelo chanceler Aloysio Nunes (PSDB). A criticada nota do Itamaraty protestava contra comunicado conjunto emitido pelo Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) e pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) sobre o decreto assinado por Temer.

“As críticas de Aloysio Nunes foram consideradas desastrosas pelos diplomatas”, diz Thomaz Napoleão, um dos funcionários do Itamaraty. Falando de forma genérica, sem referências diretas a Aloysio Nunes e ao presidente Michel Temer, os abaixo-assinados defendem a “retomada de um novo ciclo de desenvolvimento, legitimado pelo voto popular e em consonância com os ideais de justiça socioambiental e de respeito aos direitos humanos”.

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