Entrevista: Hortência fala sobre o atual momento do basquete brasileiro

A ex-jogadora, ícone da modalidade e atual comentarista, torce para que os problemas administrativos tenham ficado para trás

Por Bruno Ribeiro

Hortência de Fátima Marcari tem motivos de sobra para ser considerada a rainha do basquete brasileiro. Afinal, em 1991, a jogadora liderou a seleção nacional na conquista dos Jogos Pan-Americanos de Havana. Já em 1994, levou o país ao lugar mais alto do pódio novamente, dessa vez na Copa do Mundo de Basquete Feminino, realizada na Austrália. Dois anos depois, em 1996, faturou a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Atlanta. E, para coroar a carreira com chave de ouro, Hortência ainda foi eleita para o Hall da Fama da modalidade no ano de 2005.

A bola laranja voltou a ter um grande apelo comercial e midiático no país duas décadas depois de uma geração talentosa protagonizar conquistas históricas. Porém, a má gestão da Confederação Nacional de Basquete têm impedido que o bom momento seja traduzido em resultados dentro de quadra. Hortência falou ao UniversiTag# a respeito da atual conjuntura.

Realmente, a falta de conquistas e a dificuldade em lapidar os novos talentos que aparecem são um problema de gestão. Mas tivemos eleições recentemente, e, com a chegada do Guy Peixoto, novo presidente da CBB, estamos aguardando para ver o que vai acontecer”, afirmou a ex-jogadora e atual comentarista da Rede Globo.

Para Hortência, o panorama reflete a própria crise política vivida no país: “O problema de gestão não é só do basquete, é do esporte de uma maneira geral. Na verdade, é consequência de tudo o que o Brasil tem visto que ocorre na política. Mas entramos em um momento de transformação, de transição, em que temos que passar tudo a limpo, doa a quem doer”, avalia.

Por outro lado, como as ligas masculinas e femininas atuam de maneira independente da confederação, Hortência acredita que a evolução da modalidade no país irá acontecer de forma natural. “Internamente, as duas ligas, tanto a masculina quanto a feminina, estão tentando segurar a barra. Além disso, ajuda muito o fato de a NBA estar sendo transmitida com frequência, com jogos ao vivo na TV fechada e agora com compactos na TV aberta, os quais irei comentar”.

E ela finaliza sua análise de forma otimista: “O povo brasileiro gosta de basquete. Todo mundo sabe que o esporte é um esporte gostoso, emocionante. Tá no nosso DNA. Então isso ameniza um pouco todos os problemas que tivemos nos últimos anos”.

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