Quem é o Estado Islâmico?

Como se formou o grupo que deixa um rastro de pânico e mortes no mundo todo

Por Beatriz Reis

O Estado Islâmico (EI) surgiu, inicialmente, como um braço da al-Qaeda em 2004, mas logo se tornou independente da organização de Bin Laden e passou a atuar seguindo suas próprias regras em uma área que engloba partes do Iraque e da Síria.

Com a morte de Saddam Hussein e a troca de poder étnico em 2006, um mártir é criado e uma parte da população árabe sunita (que possui uma visão mais radical e pragmática do Islamismo), que antes estava no governo, cria o Estado Islâmico, para tentar a retomada do poder.

Os principais ideais que guiam o grupo envolvem formar um califado (um regime político-religioso que sobrepõe a ideia de pertencimento nacional e prega o fim das fronteiras), consolidar um país que seguiria a religião islâmica e punir àqueles que não servirem aos pressupostos da Sharia – lei islâmica.

Assim como a Al-Qaeda, o EI também se orienta por uma interpretação extremista da Jihad (guerra santa islâmica) e alimenta a possibilidade de ataques terroristas a países ocidentais, já que encara o Ocidente como um reduto de degenerescência moral e decadência religiosa.

Em 2010, Abu Bakr al-Baghdadi se tornou seu novo líder, reconstruiu a organização e realizou múltiplos ataques. No dia 29 de junho de 2014, foi proclamado califa da região dominada pelo referido grupo, que se situa entre o Iraque e a Síria.

De acordo com as estimativas de 2014 feitas pela inteligência dos EUA, o Estado Islâmico tem 31,5 mil integrantes, sendo 15 mil estrangeiros de 80 países, incluindo 2 mil ocidentais.

O grupo ainda recruta crianças a partir de oito anos para se tornarem soldados e homens bomba, que são obrigados a participar de execuções e treinamentos pesados de guerra.

De onde vem o dinheiro?

Até o fim de 2014, a organização radical lucrava principalmente com a venda de petróleo, já que o grupo assumiu o controle de regiões petrolíferas no Iraque e na Síria. Doações dos países do Golfo Pérsico foram identificadas, tanto de pessoas adeptas à causa quanto daqueles que temem que a organização se torne ativa na Península Arábica. O contrabando de cigarros, medicamentos, telefones celulares e antiguidades iraquianas, e o sequestro e tráfico de pessoas também fazem parte da renda que mantém o EI.

A face feminina na guerra

O grupo radical adota duas atitudes diferentes com relação às mulheres. Por um lado, mantém aquelas que considera contrárias às ideias, opiniões ou doutrinas admitidas em condições quase subumanas e as trata como mercadorias a serem trocadas e oferecidas como prêmio para combatentes jihadistas. Sob outra perspectiva, o EI tem planos para as mulheres muçulmanas que migram para o território controlado pelo grupo e as coloca como pilares fundamentais na construção do pretenso califado.

O documentário “Fugindo do Estado Islâmico”, do canal Globo News, apresenta imagens registradas por uma célula ativista infiltrada no grupo radical e expõe o regime brutal sob o qual vivem aproximadamente 4 milhões de mulheres. O vídeo completo está disponível no YouTube™:

Foto:Freepik.com

https://www.youtube.com/watch?v=521kASeVkUM

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