Memórias do Penta

Torcedores resgatam as memórias proporcionadas pela conquista 15 anos após o título mundial

Foto: Agência Getty Images 

Por Bruno Ribeiro

O que você fazia no dia 30 de junho de 2002? Naquela data, a seleção brasileira de futebol vencia a Alemanha pelo placar de 2 x 0 e faturava seu pentacampeonato em Copas do Mundo. O esquadrão comandado pelo técnico Luiz Felipe Scolari fez uma campanha histórica com 100% de aproveitamento: sete vitórias em sete partidas disputadas. O torneio testou o sono e a empolgação dos brasileiros – e talvez por isso tenha gerado tantas memórias na mente dos torcedores.

A cama e as horas de descanso deram lugar ao apoio em frente à televisão devido ao fuso-horário do Japão e da Coreia do Sul. “Lembro que a minha família toda se levantava de madrugada para assistir aos jogos. E, mesmo com horários ruins, a gente fazia uma verdadeira festa”, conta André Aguiar, 25 anos, analista de planejamento.

Na casa de Carlos Roberto, representante comercial de 63 anos, as coisas não eram muito diferentes. “Tanto meu filho como minha filha ainda eram pequenos na época, mas já adoravam futebol. Então eles não viam problema em acordar cedo e torcer muito pela seleção. Principalmente pelo goleiro Marcos, já que a família toda é palmeirense”, revela o torcedor.

Neymar, Gabriel Jesus e Philip Coutinho são as atuais esperanças para a conquista do hepta em 2018. Mas em 2002 a idolatria era por outros craques. “É impossível esquecer o gol de falta do Ronaldinho Gaúcho contra a Inglaterra, assim como a assistência do Rivaldo para o gol do Ronaldo na final contra a Alemanha. Mas, entre todos os lances, nenhum consegue ser mais marcante do que a imagem do Cafu subindo na mesa e levantando a taça”, relembra André.

Já para o auxiliar administrativo William Arruda, a conquista foi um divisor de águas na sua relação com o esporte bretão. “Nasci em 1995, então em 2002 eu tinha apenas 7 anos, não tinha muita noção da grandeza do evento. E como o último título do Brasil tinha sido em 94, ver a festa pelo país ser o melhor do mundo foi uma experiência incrível. Tanto pra mim como para outras crianças da minha geração, a verdadeira paixão pelo futebol começou ali”, revela William, hoje com 22 anos.

 

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