Como fica o Acordo de Paris com a saída dos Estados Unidos?

O ceticismo de Donald Trump isola os Estados Unidos. Fonte Fabrizio Bensch/Reuters

Decisão anunciada pelo presidente Donald Trump coloca a comunidade internacional em alerta 

Por Ana Carolina Brandão 

A questão climática alcançou uma importante vitória com a aprovação do Acordo de Paris em 2015.

O tratado assinado por 195 países e ratificado por 147 tem como principal objetivo impedir o avanço do aquecimento global. A meta que norteia o tratado é evitar o aumento da temperatura média da Terra superior a 2º C até o final do século XXI.

Para cumprir a meta estipulada no documento foram criados alguns dispositivos, como a determinação da redução de gases poluentes, a cooperação internacional financeira de US$ bilhões anuais e a previsão de respaldo financeiro de países desenvolvidos à países em desenvolvimento. O documento não é vinculante, ou seja, não tem caráter punitivo.

O tratado sofreu um revés em junho de 2017: o presidente Donald Trump, anunciou a saída Estados Unidos do Acordo de Paris.

A decisão de Donald Trump coloca em xeque a efetividade do tratado. Para a doutora em Geografia Humana, Helena Margarido Moreira, a saída dos norte-americanos impactará o acordo, porém outras alternativas surgem para driblar a iniciativa do país: “Com a retirada dos EUA, o Acordo de Paris perde força, na medida em que perde o comprometimento de uma das grandes potências climáticas. No entanto, o movimento de atores não-estatais, como empresas, universidades e governos subnacionais foi o de reagir à decisão do presidente norte-americano e formar uma coalizão que assumiu a decisão de cumprir as metas norte-americanas de redução das emissões de GEE [gases do efeito estufa], antagonizando com a decisão do governo federal”.

A comunidade internacional demonstrou preocupação com a postura adotada pelo presidente americano. Na última reunião do G20, os representantes políticos reafirmaram o compromisso de trabalhar conjuntamente em questões como as mudanças climáticas. A geógrafa da Unesp em Rio Claro e representante das ONGs brasileiras nas discussões climáticas da Organização das Nações Unidos (ONU), Magda Lombardo, ressalta que desde o início da sua atuação na questão climática em 1989 notou a resistência dos EUA, apenas no governo Obama houve uma mudança de postura.

A efetivação da saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris pode levar de dois a três anos por envolver questões burocráticas.

 

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