Mossul é retomada por exército Iraquiano

Uma das muitas crianças encontradas sozinhas em Mossul. Fonte Fadel SENNA/AFP

Apesar de enfraquecido, Estado Islâmico ainda não está derrotado

Por Laura Botosso 

A área de Mossul pertencente ao califado do Estado Islâmico foi reconquistada pelo exército Iraquiano no segundo domingo de julho (09), após quase 9 meses do início da ofensiva militar liderada pelo governo do país e apoiada pela coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos. As informações são do G1.

De acordo com o El País, a perda do território do califado significou “golpe duro” para o EI, por causa da diversidade étnica e religiosa presente em Mossul; mas principalmente devido à Nínive, província rica em petróleo, financiamento principal dos jihadistas. Maximiliano Vicente explica esse ser o “ponto nevrálgico” do combate: atacar a estrutura e cortar a fonte de receitas.

Apesar do ocorrido, estudiosos e correspondentes do tema afirmam ser pouco provável o grupo extremista estar de fato derrotado. Paul Rogers declarou à BBC ter cada vez mais evidências “de que o EI está se transformando em uma insurgência de longo prazo no Iraque e na Síria e também se desenvolvendo como um movimento de alcance mundial”.

Além do enfraquecimento do EI, outras consequências da operação militar foram a destruição de partes da cidade e a morte de milhares de civis, bem como o deslocamento de mais de 1 milhão de pessoas, ainda segundo reportagem do El País. “Quem perde mesmo é que menos tem com a culpa”, comenta Vicente, explanando também como lidar com a situação de guerra como um todo. “Você tem que avaliar não pelo momento em si, mas pelo que provoca. O problema aparece depois que acaba o conflito: como essas pessoas vão sobreviver se foi destruído todo o sistema produtivo, de água, eletricidade e comunicações?”.

No acampamento para refugiados, Hassan Sham, a empresa Reuters entrevistou Mohammed Haji Ahmed, um vendedor de roupas de 43 anos: “Se não houver reconstruções, e as pessoas não voltarem para suas casas e recuperarem seus pertences, qual o significado da libertação?”, desabafa o civil.

 

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s