CRISE NA VENEZUELA SE AGRAVA NO ÚLTIMO MÊS

Governo e oposição têm manifestantes em conflito nas ruas de Caracas

Por Renan Dercoles

Com uma política diferente não apenas do Brasil, mas também de toda a América Latina, Caracas vem sofrendo com protestos violentos onde a democracia vem sendo contornada na medida do possível. A oposição venezuelana está nas ruas já fazem quase 200 dias em uma série de protestos que já culminaram em mais de 120 mortes em conflitos com a polícia.

No último dia 4 aconteceu uma nova Assembleia Nacional Constituinte, proposta pelo presidente Nicolás Maduro, e a ex-chanceler Delcy Rodríguez foi eleita a presidenta do processo, que deverá reescrever a Constituição do país. Durante seu discurso inaugural, ela afirmou rejeitar interferência externa e criticou os Estados Unidos, maior acusador de Maduro, que também anunciaram sanções contra o presidente venezuelano. A Assembleia Nacional foi dominada pela oposição ao presidente Maduro, e nesta segunda-feira o Poder Legislativo anunciou sua desobediência às decisões da Constituinte, logo na primeira sessão após a instalação do plenário integralmente chavista. A declaração é simbólica, e foi feita no momento em que o Legislativo está sob a ameaça de ser dissolvido. A Casa opositora deve se tornar o alvo dos constituintes após a destituição da procuradora-geral da República, Luisa Ortega Díaz, no fim de semana.

Flávio da Silva Mendes, pesquisador do departamento de sociologia da Unicamp, defende que a mudança do Governo brasileiro, após o impeachment de Dilma Rousseff, contribuiu para o isolamento de Caracas. “Se ainda fosse a Dilma ou o PT, seria outra relação, que não era de apoio direto, era mais neutra”, diz. O Brasil, em meio a uma crise política não tem mais uma postura neutra. É o que defende Carolina Silva Pedroso, pesquisadora da Universidade do Sul da Flórida e especialista em Venezuela. “Aloysio Nunes é muito interessado no tema, mas, por outro lado, é um interesse muito ideologizado”, disse. O afastamento de Brasil e Venezuela é pauta do Governo Temer pela forte ideologia Chavista e Bolivariana, indo contra os atuais interesses com as medidas que diminuem os direitos sociais no país.

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