Humanização dos animais reflete na economia do país

Mercado pet chegou a corresponder a 0,37% do PIB nacional em 2016

IMAGEM: Pexels.com

Por Geizi Polito

O Brasil possui a quarta maior população de animais domésticos do mundo, sendo 52,2 milhões de cães e 22,1 milhões de gatos, segundo levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em parceria com a Associação Brasileira da Indústria de produtos para animais de estimação, a Abinpet. Nesse cenário, expressões como “meu filho” se tornaram comuns em meio às conversas entre os brasileiros ao se referir aos animais de estimação. Essa mudança de comportamento reflete no mercado provedor das necessidades desses animais, conhecido como mercado pet, já que pet, do inglês quer dizer animal de estimação.

O mercado voltado para esse público teve um crescimento resistente nos últimos anos, pois pequenos empreendedores migraram para essa área ao perceber seu potencial. Desse modo, mesmo diante da crise econômica, e economistas preveem um aumento de 7% em seu faturamento em relação ao ano passado. Com características bastante peculiares, o segmento responsável pela maior parte do faturamento é o de pet food, de alimentação, que conta com o investimento de grandes e empresas.

A Special Dog, fábrica do ramo instalada a cerca de 98 km de Bauru, teve um aumento significativo em seu faturamento desde 2010. Fernando Manfrim, gerente de Marketing, aponta a mudança dos hábitos dos donos como principal fator desse aumento. Os donos passaram a se preocupar mais com o que oferecem aos seus animais de estimação e a partir daí, houve uma procura maior pelas pelas linhas de rações especiais que possuem um custo maior. “Tivemos que acompanhar esse movimento de humanização da alimentação pet, lançando novos produtos, principalmente produtos mais elaborados. Costumo comparar com o arroz. Antes, o mais vendido era o tipo 2, depois passou a ser o tipo 1 e agora o mais vendido, são os especiais. É o mesmo fenômeno da alimentação pet: dos restos de comidas aos produtos gourmets e premiuns”, aponta. Com a produção baseada no mercado europeu, investimentos em comunicação e produção, além de mão de obra especializada foram feitos para acompanhar esse crescimento, o que resultou também na geração de empregos.

O segundo maior segmento do ramo no país, é o de serviços para pets. Entre eles estão as roupas utilizadas pelos donos para aquecer os animais em dias frios, ou simplesmente por estética. Gabriela Conduta, 29, diretora da loja Petcão, fabrica roupas e acessórios para cães e gatos há 6 anos. “A prioridade é o conforto em cada peça confeccionada, primeiro porque os donos adoram amparar seus pets do frio e segundo porque também trazer alegria aos donos ver seu cãozinho vestido de abelhinha por exemplo”, conta. Desde 2014, quando houve um notável aumento das vendas, a loja atinge a venda de cerca de 450 roupas por mês.

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