Maioria dos jovens brasileiros quer ter o próprio negócio

Sucesso dos empreendimentos depende de planejamento e inovação

IMAGEM: Pexels.com

Por Tito Silva

“Adeus Patrão” não é apenas o nome de uma casa lotérica na cidade de São Paulo, é também o sentimento de muitos jovens brasileiros. Uma recente pesquisa divulgada pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) mostra que cerca de 66% dos jovens brasileiros entre 25 e 35 anos querem se tornar empreendedores no futuro próximo. Esses jovens veem no próprio negócio a chance de alto retorno financeiro e uma realidade profissional sem um chefe. Quase 60% dos empreendedores na faixa dos 18 aos 34 anos não trocaria as funções em sua empresa por um emprego com carteira assinada, mesmo com salário competitivo, segundo estudo publicado em 2016.

Para Caio Farias, 22, o desejo de ter uma maior independência o motivou a abrir seu próprio negócio. Aos 17 anos ele abriu a empresa de locação de equipamentos para fotos instantâneas Funpics, em Bauru. Hoje a empresa tem franquias em Sorocaba e Ribeirão Preto. “A ideia de montar a empresa surgiu de uma viagem, percebi que o mercado aqui na região era carente no segmento. A Funpics está indo muito bem até hoje”, conta.

Mas os entraves para quem começa um negócio com pouca ou nenhuma experiência na área de gestão podem ser grandes. Além de já conhecidos problemas como burocracia e alta carga tributária, muitos empreendedores de primeira viagem ainda não dispõe de recursos próprios para capitalizar suas empresas e têm de recorrer à ajuda financeira de familiares e amigos. A pesquisa da Firjan aponta que 40% dos jovens empreendedores brasileiros têm pouco ou nenhum lucro.

Perguntado sobre quais conselhos daria para outro jovem interessado em empreender, Faria diz que realizar uma pesquisa de mercado antes de abrir a empresa é um passo muito importante. “Também tem que desenvolver um método inovador de produto ou serviço e elaborar um ótimo Plano de Negócio”, diz.

O economista Fernando Martha de Pinho concorda que o Plano de Negócio, documento que funciona como guia para a implementação passo-a-passo da futura empresa, é fundamental. “Para quem quer abrir uma empresa e tem pouco capital e experiência, a sugestão é procurar o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), onde será indicado um consultor para ouvir a ideia do candidato a empresário e avaliar o ramo de negócio visando descobrir se a ideia é viável. Havendo viabilidade econômica, o segundo passo é solicitar a elaboração de um Plano de Negócio”, afirma o economista.

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