Nova legislação especifica alternativas de trabalho em casa

O home office, passa a partir de novembro, a ter suas próprias regras de funcionamento

IMAGEM: Pexels.com

Por Geizi Polito

O home office, ou o trabalho em casa em sua tradução literal, virou pauta dos noticiários nos últimos meses, graças às polêmicas alterações propostas pela reforma trabalhista. A nova legislação entra em vigor no próximo mês de novembro e altera significativamente as condições dos trabalhos realizados em ambientes alternativos aos espaços das empresas. Na lei anterior essa modalidade não era citada como forma de trabalho distinta das outras existentes, o que submetia esse tipo de trabalho às mesmas regras da CLT, como controle de jornada e horas extras por exemplo. Por isso esse é um dos pontos fortes da mudança em relação ao assunto.

No Brasil a atividade ainda era vista com bastante desconfiança, e nos últimos anos vinha se tornando mais uma alternativa ao desemprego, do que um emprego de fato.

Rafael Hideo Kage, 31, é designer e trabalha com desenvolvimento de conteúdos para mídias sociais. Há um ano e meio, fechou a empresa que mantinha em Bauru, juntamente com dois sócios, para iniciar sua carreira de home office. A inadimplência e a perda de clientes reduziu o faturamento de sua empresa em quase 60% e a única saída encontrada foi o fechamento. Mas os vínculos com os clientes estabelecidos permaneceu e ainda solicitavam a prestação de serviços. Dessa forma, Rafael continuou a atender esses clientes, mas agora em sua casa e com uma microempresa em seu nome. A mudança trouxe flexibilidade e liberdade, porém “é necessário redobrar a disciplina”, enfatiza.

A segurança para aqueles que aderem a esse tipo de emprego existe, porém é necessário “correr atrás do lucro todos os meses, pois com a liberdade permitida, é possível atender clientes pequenos e com isso conquistar seu espaço de maneira gradativa. “Por incrível que pareça, os clientes com mais estrutura costumam dar mais trabalho para realizar o pagamento dos serviços”, conta.

A profissionalização e o reconhecimento também existem. No relato de Kage, a parceria com uma agência de publicidade será o próximo passo no desenvolvimento da empresa. “Serei fornecedor dos serviços de gestão de mídias sociais, porém não chega a ser um vínculo empregatício”, diz.

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